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Equipe Leforte - Equipe Leforte Atualizado em 31/07/2026

Ortopedia

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Cirurgia de joelho para menisco e ligamento: saiba quando essa intervenção é indicada

Entenda como funciona a cirurgia combinada de menisco e ligamento no joelho. Saiba tudo sobre o procedimento, recuperação, fisioterapia e o retorno às atividades.

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cirurgia joelho menisco e ligamento

Uma lesão complexa exige uma abordagem precisa. Entenda como a cirurgia combinada restaura a estabilidade e função do seu joelho.

Um giro rápido durante a partida de futebol, uma freada brusca ou um passo em falso descendo a escada. De repente, um estalo seguido de dor intensa e inchaço no joelho. Quando o diagnóstico revela uma lesão tanto no menisco quanto em um ligamento, a preocupação é natural.

Felizmente, a medicina ortopédica moderna oferece soluções eficazes para tratar ambos os problemas em um único procedimento.

O que é uma lesão combinada de menisco e ligamento?

O joelho é uma articulação complexa, estabilizada por ligamentos e amortecida por meniscos, que são estruturas de fibrocartilagem em formato de "C". Os ligamentos funcionam como cordas resistentes que conectam os ossos, enquanto os meniscos agem como amortecedores, distribuindo o peso e protegendo a cartilagem.

Uma lesão combinada ocorre quando um trauma, geralmente uma torção de alta energia, causa o rompimento de um ligamento, mais comumente o Ligamento Cruzado Anterior (LCA). E, ao mesmo tempo, uma lesão no menisco medial ou lateral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica essas lesões como traumas articulares que podem levar à instabilidade e dor crônica se não forem tratados adequadamente.

Essa associação é bastante comum. Estudos indicam que mais da metade das rupturas de LCA apresentam algum tipo de lesão meniscal associada. Adiar a reconstrução do ligamento cruzado anterior pode aumentar significativamente o risco de novas lesões no menisco. Por isso, um planejamento cirúrgico cuidadoso é necessário para restaurar a função completa da articulação.

As lesões de menisco, quando associadas à cirurgia do ligamento do joelho, exigem atenção redobrada do cirurgião. Elas podem influenciar diretamente a cicatrização do enxerto do ligamento e o processo de reabilitação pós-operatória.

Quando a cirurgia combinada é a melhor opção?

A decisão de realizar a cirurgia combinada depende de vários fatores, como a idade do paciente, o nível de atividade física e, principalmente, a instabilidade do joelho. O objetivo principal é restaurar a estabilidade articular perdida com a ruptura do ligamento e tratar a lesão do menisco para aliviar a dor e prevenir o desgaste futuro da cartilagem (artrose).

A indicação cirúrgica geralmente ocorre quando:

  • há sensação de falseio ou instabilidade no joelho;
  • o paciente é jovem e ativo ou deseja retornar a práticas esportivas;
  • a lesão no menisco causa dor, travamento ou estalos;
  • o tratamento conservador com fisioterapia não foi suficiente para controlar os sintomas.

Realizar os dois reparos no mesmo tempo cirúrgico é vantajoso, pois otimiza a recuperação e evita a necessidade de uma segunda intervenção no futuro.

Como a cirurgia de joelho para menisco e ligamento é realizada?

O procedimento é realizado por artroscopia, uma técnica minimamente invasiva. O cirurgião faz pequenas incisões (portais) ao redor do joelho, por onde insere uma microcâmera e instrumentos delicados. Isso permite visualizar toda a articulação em um monitor, sem a necessidade de grandes cortes, resultando em menos dor pós-operatória e uma cicatrização mais rápida.

A cirurgia segue, de forma geral, duas etapas principais:

A reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA)

Primeiro, o cirurgião remove os resquícios do ligamento rompido. Em seguida, ele utiliza um enxerto para substituí-lo. Esse enxerto pode ser retirado de tendões do próprio paciente (autogênico), como os tendões patelar ou flexores da coxa, que são as opções mais comuns.

O novo ligamento é fixado nos ossos da coxa (fêmur) e da perna (tíbia) com parafusos ou outros dispositivos absorvíveis.

O tratamento do menisco: sutura ou meniscectomia?

Após estabilizar o joelho com o novo ligamento, o foco se volta para o menisco. A escolha da técnica depende do tipo, tamanho e localização da lesão meniscal.

  • Sutura de menisco: quando a lesão está em uma área vascularizada (com bom suprimento de sangue), o cirurgião pode "costurar" o menisco.

Esta é a opção preferível, pois priorizar a sutura preserva a estrutura original de amortecimento e garante a saúde a longo prazo do joelho.

A associação da sutura meniscal à reconstrução do ligamento ajuda a evitar o desgaste articular e pode garantir uma reabilitação segura, geralmente em seis meses.

  • Meniscectomia parcial: se a lesão estiver em uma área não vascularizada ou se o tecido estiver muito degenerado, a parte rompida e instável do menisco é removida. O cirurgião preserva o máximo de tecido meniscal saudável possível.

A decisão entre sutura e meniscectomia é crucial, pois impacta diretamente o protocolo de reabilitação no pós-operatório.

Qual o tempo de recuperação da cirurgia de menisco e ligamento?

A recuperação é um processo gradual e depende do procedimento realizado, especialmente do tratamento dado ao menisco. Um plano de reabilitação bem estruturado é fundamental para o sucesso da cirurgia.

As primeiras semanas após o procedimento

Após a cirurgia, é normal sentir dor e inchaço, que são controlados com medicação e aplicação de gelo. O uso de muletas é necessário para proteger a articulação.

Aqui, a diferença entre as técnicas meniscais se torna clara:

  • Se foi feita uma meniscectomia: o paciente geralmente é liberado para apoiar o pé no chão conforme a tolerância, progredindo para a retirada das muletas em cerca de 1 a 3 semanas.
  • Se foi feita uma sutura de menisco: é necessário um período sem apoiar o peso na perna operada, geralmente de 4 a 6 semanas, para permitir que o menisco cicatrize.

A fisioterapia, embora inicie no primeiro dia, exige o uso de uma órtese e que o paciente evite pisar por cerca de quatro semanas. O uso de muletas é obrigatório durante essa fase de proteção.

O papel central da fisioterapia na reabilitação

A fisioterapia deve começar logo após a cirurgia. O objetivo inicial é controlar a dor e o inchaço, restaurar a extensão completa do joelho e reativar a musculatura da coxa.

Conforme a cicatrização avança, os exercícios progridem para ganho de amplitude de movimento, fortalecimento muscular, equilíbrio e propriocepção (a capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo).

Quais são os principais marcos da reabilitação?

Embora cada caso seja único, a progressão da reabilitação geralmente segue uma linha do tempo. É fundamental seguir as orientações da equipe médica e de fisioterapia.

Até 6 semanas, há um controle maior da dor e do inchaço. A ativação do quadríceps é perceptível. Por outro lado, ainda é necessário o uso de muletas (com ou sem carga, dependendo do tratamento realizado no menisco).

De 6 semanas a 3 meses, é possível que as muletas sejam retiradas. De acordo com a evolução do paciente, o indivíduo pode fazer pequenas marchas a fim de normalizar o caminhar. Exercícios em bicicleta ergométrica podem ser úteis nesse momento.

De 3 a 6 meses, é importante avançar para o fortalecimento muscular. Aqui é onde o paciente começa a fazer trotes leves, sempre em linha reta. Durante esse período, há uma melhora do equilíbrio e da propriocepção. Também é neste momento que muitos pacientes tendem a atingir um bom nível de reabilitação funcional.

De 6 a 9 meses, começam os treinos de mudança de direção, como inclusão de saltos. Entretanto, esse avanço deve ser realizado sempre com supervisão. É uma fase gradual para a transição de práticas esportivas.

Após os 9 meses, a pessoa pode retornar gradativamente aos esportes que praticava antes. Após a avaliação médica e testes funcionais, o especialista poderá avaliar a força e estabilidade do joelho.

Existem riscos ou complicações no procedimento?

Como qualquer cirurgia, a reconstrução combinada de ligamento e menisco apresenta riscos, embora sejam baixos. As possíveis complicações incluem infecção, trombose venosa profunda, rigidez articular e falha do enxerto.

Seguir rigorosamente as orientações pós-operatórias, como a higiene do local e a realização da fisioterapia, minimiza significativamente essas chances.

Procure seu médico imediatamente se notar sinais como:

  • febre persistente;
  • vermelhidão, calor ou secreção nas incisões;
  • dor na panturrilha desproporcional à dor no joelho;
  • aumento súbito e significativo do inchaço.

O acompanhamento profissional é a chave para uma recuperação segura e eficaz, permitindo que você retome suas atividades com confiança e qualidade de vida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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