Queimaduras de água-viva: como tratar?

Na verdade, chamamos de queimadura pela sensação de ardência quando uma água-viva encosta na pele. Fica inchada, avermelhada, inflamada e, em muitos casos, com bolhas.

As águas-vivas, também conhecidas como medusas, são animais marinhos com mais de 650 milhões de anos na natureza, e que tanto despertam fascínio como pavor. E as razões são simples: suas formas e movimentos são tão peculiares quanto perigosa é sua toxina.

No Brasil, muitas das espécies de medusa sequer são venenosas e não temos no país registros de casos de queimaduras gravíssimas, mas em outras partes do mundo o veneno desse animal pode ser tão forte que chega matar uma pessoa.

No verão brasileiro, não é incomum surgirem casos de queimaduras por água viva nos hospitais, e o grau da inflamação varia de acordo com o local atingido (mão, braço, perna…), o tipo de água-viva e a intensidade do contato. O mais grave é quando o animal gruda na pele, porque as microagulhas dos tentáculos ficam liberando a toxina no organismo. A dor causada pelo veneno é muito intensa, parecida com fortes “ferroadas”. Dependendo da quantidade de toxina liberada, é possível ainda sentir tontura, náusea e até febre.

 

O que fazer se houver o contato com a água-viva?

Contato: não esfregue ou jogue qualquer tipo de solução sobre a queimadura. É possível que alguém oriente passar óleo, manteiga ou mesmo alguma pomada. No entanto, soluções caseiras podem piorar (e muito) o machucado. O correto, até chegar ao pronto-socorro, é deixar sobre a queimadura uma gaze embebida em vinagre. E não pressione a gaze.

Se grudar na pele: jamais tente puxar com as mãos ou qualquer objeto. Isso só vai estimular que a água viva continue expelindo a toxina. A única medida que realmente funciona é manter a calma e jogar água do mar sobre o animal. Quanto mais água do mar sobre a medusa, mais rápido ela solta. E nunca jogue a água da sua garrafinha sobre o animal – só vai fazer que libere mais veneno.

 

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