Você sabe o que causa a anemia?


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a anemia se desenvolve quando o nível de hemoglobina no sangue está abaixo do normal.

As anemias podem ser agudas (perda rápida e excessiva de sangue, como em acidentes e procedimentos cirúrgicos, por exemplo) ou crônicas (ocasionadas por doenças de base, como as hereditárias – anemia falciforme e talassemia, entre outras).

A causa também pode ser por carência de um ou mais nutrientes essenciais, como zinco, ferro, vitamina B12 e proteínas, e entre os tipos mais comuns está a anemia ferropriva, decorrente da deficiência de ferro. Segundo o Ministério da Saúde, a anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente em todo o mundo, atingindo países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Além de importante na função imunológica e no desenvolvimento cognitivo das crianças, o ferro é essencial para a produção de hemácias (células vermelhas do sangue) e transporte do oxigênio do pulmão para outras células do corpo.

 

Números da anemia ferropriva

Alguns estudos mostram dados relevantes sobre a prevalência da anemia ferropriova, indicando que a deficiência de ferro atinge em maior número crianças, mulheres em idade fértil e gestantes. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada em 2006, revelou que o índice de anemia entre crianças menores de cinco anos era de 20,9%. Em mulheres de idade fértil, a prevalência observada foi de 29,4%. Em 2009, outra pesquisa mostrou que uma em cada quatro crianças avaliadas apresentava quadro de anemia.

Segundo estudo publicado na Revista Educação em Saúde, feito com dados do Ministério da Saúde, entre 2005 e 2014 houve 25.285 internações em decorrência de anemia ferropriva notificadas no país – 52,03% mulheres, com maior incidência entre 15 anos e 19 anos de idade, seguida da faixa etária entre 1 ano e 4 anos.

Diante deste cenário e da necessidade de prevenir e controlar a doença, o Ministério da Saúde investe em campanhas que incentivam a amamentação exclusiva durante os primeiros seis meses de vida da criança, promove a alimentação complementar saudável e a suplementação profilática com ferro para crianças de seis a 24 meses, gestantes e mulheres no pós-parto.

 

Sintomas

A anemia aguda provoca redução no volume circulante e pode causar queda de pressão arterial. Na anemia crônica, a baixa produção de hemoglobina provoca palidez cutânea e nas mucosas, cansaço, falta de memória, tonturas, fraquezas, dores musculares, sonolência, falta de ar ou respiração muito curta, palpitação ou taquicardia.

 

Como prevenir?

Mudar os hábitos alimentares e abrir espaço para uma dieta mais equilibrada e rica em ferro são medidas essenciais para evitar a anemia. Inclua na alimentação alimentos de origem vegetal e animal como carne e vísceras, que são bem absorvidos pelo organismo. Ovos, cereais, feijão e hortaliças, como beterraba, também trazem benefícios para a saúde.

 

Diagnóstico e tratamento

O especialista fará avaliação clínica e exames laboratoriais para determinar as causas da anemia. Por isso, é essencial consultar um médico na presença de um ou mais sintomas descritos acima.

 

Fonte:
http://www.brasil.gov.br/noticias/saude/2014/07/saiba-a-importancia-da-prevencao-e-controle-da-anemia
 


 

 

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