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Vacinação contra o Sarampo – Proteja sua família

O sarampo está de volta

Novos casos de sarampo têm sido diagnosticados no País, o que fez o Brasil perder o certificado de eliminação do vírus, fornecido em 2016, pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).  Com a doença em circulação, é preciso ficar atento aos cuidados preventivos, uma vez que o sarampo é viral, altamente contagioso e sua transmissão acontece pelo ar, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração.

De acordo com Emy Akiyama Gouveia, médica infectologista do Grupo Leforte, os sintomas são febre alta, acima de 38,5°C, dor de cabeça, tosse, coriza, conjuntivite, manchas vermelhas que aparecem primeiro no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham pelo corpo. “Também é comum surgirem manchas brancas na parte interna da boca (manchas de Koplik), um ou dois dias antes do aparecimento das manchas vermelhas,” destaca.

A médica alerta que a transmissão pode ocorrer de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento de manchas vermelhas na pele. Pode haver contágio mesmo quando a suspeita do sarampo não é forte – não há manchas pelo corpo ou os sintomas ainda são semelhantes a um quadro gripal.

As medidas preventivas são as únicas alternativas para evitar o sarampo. Portanto, é muito importante vacinação, cuidados de higienização das mãos e etiqueta respiratória (uso de máscaras, por exemplo). Pacientes com suspeita ou confirmação da doença não devem frequentar locais públicos para evitar o contágio. Segundo a infectologista, os recentes casos têm sido comuns em adultos, por isso, além de vacinar as crianças, é recomendável conferir a carteira de vacinação também de adultos jovens.

Conforme esclarece a especialista, o diagnóstico é feito por meio de exame de sangue específico. Não há medicamento para o sarampo, apenas tratamento de suporte como controle dos sintomas, hidratação e repouso.

Sarampo

Ao perceber os sintomas, o ideal é procurar o serviço médico para avaliação. Isso porque, se não tratado, o sarampo pode evoluir para outras complicações de saúde como otites, doenças neurológicas, diarreicas, pneumonia secundária, e até mesmo casos fatais e complicações que podem atingir mais gravemente desnutridos, recém-nascidos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências. Os quadros neurológicos podem deixar sequelas graves como diminuição da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento em crianças.

 

Entenda o calendário de vacinação

O Ministério da Saúde preconiza que crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade tomem uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de vida (tetra viral).

Para crianças: de 5 anos a 9 anos de idade que não foram vacinadas, são necessárias duas doses da vacina tríplice.

Para adolescentes e adultos: o protocolo prevê duas doses da vacina tríplice entre 10 e 29 anos.

Dos 30 aos 49 anos: uma dose da vacina tríplice viral.

Não devem receber a vacina pacientes com suspeita de sarampo, mulheres grávidas, menores de 6 meses de idade e pessoas com algum problema de imunidade.

Caso pessoas não vacinadas ou que não podem receber a vacina por condição de saúde (como alergia a algum componente da vacina) fiquem expostas ao sarampo, há possibilidade de administração de imunoglobulinas para prevenir o desenvolvimento da doença.

 

Está planejando engravidar? Vacine-se antes

“Procure o médico que realizará o pré-natal com antecedência. Ele dará orientações nutricionais, verificará o estado de saúde atual e recomendará as vacinas que a mulher deve receber antes de engravidar. A vacina do sarampo deve ser aplicada no mínimo quatro semanas antes da gestação, por conter o vírus vivo atenuado,” conclui a médica.

 

Em 10 de junho, o Ministério da Saúde realizará vacinação em todo o País.

 

 

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