Vacina: proteção contra a gripe

Por Dra. Fátima Aparecida Neto Zirn, pneumopediatra do Grupo Leforte


A Influenzae (gripe) é uma importante causa de infecção respiratória em nosso meio, no período de outono / inverno, que pode evoluir a bronquiolite (em lactentes), a pneumonia, a insuficiência respiratória e até a óbito. Ela não está somente relacionada ao vírus H1N1, que é o mais conhecido, pois existem outros vírus relacionados, como H3N2 e os vírus da Influenzae B (Yamagata e Victoria).

O vírus é transmitido pela fala, tosse, espirros e contato direto com mãos e utensílios contaminados.

Lactentes, crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou imunodeficiências e trabalhadores da área de saúde são os mais suscetíveis à evolução grave.

Os sintomas são muito semelhantes ao do resfriado e da gripe comum, que são doenças simples, e que não evoluem para um quadro grave, vide comparativo abaixo:

Sintomas Resfriado Gripe comum Gripe H1N1
Febre Baixa ou ausente Não chega a 39° Mais de 39°súbita
Dor de cabeça Leve ou ausente Moderada Intensa
Calafrios Raros Esporádicos Frequentes
Cansaço Leve Moderado Extremo
Dor de garganta Moderada Intensa Leve
Tosse Leve a moderada Moderada Contínua e seca
Catarro Moderado Forte Pouco comum
Dores Musculares Leve Moderada Intensa
Ardência nos olhos Leve Leve Intensa

Fonte: Ministério da Saúde

 

Como prevenir a contaminação:

  • Lavar as mãos frequentemente
  • Proteger o nariz e a boca, cobrindo-os enquanto espirrar ou tossir, usando lenços descartáveis
  • Evitar lugares com aglomeração de pessoas
  • Se possível, evitar que os lactentes frequentem creche nos períodos de maior vulnerabilidade (sazonalidades)
  • Acompanhar com muito rigor o calendário de vacinação

 

Vacina Influenzae (gripe)

É uma vacina indicada para imunização ativa de crianças e adultos a partir de seis meses de idade, utilizada para a prevenção da gripe causada pelos vírus definidos ano a ano, conforme a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Existem dois tipos de vacina: a trivalente, com duas cepas de vírus A e uma de vírus B, e a tetravalente, com duas cepas do vírus A e duas cepas do vírus B. (Victoria e Yamagata em 2019)

A dose é recomendada anualmente, sendo que para pessoas com 6 meses a 8 anos de idade completos, nunca vacinados, devem fazer duas doses com intervalo mínimo de 1 mês, e para as demais pessoas, a dose é única.

A rede pública oferece apenas a vacina trivalente para a população de risco, e na rede privada tem disponível a vacina tetravalente para toda a população acima de 6 meses de idade. As contraindicações são para casos de anafilaxia (reação alérgica grave) a qualquer tipo de componente da fórmula ou histórico de reação grave com dose anterior. Em caso de doença febril aguda grave, sua aplicação deve ser postergada, como qualquer vacina.

Reações adversas que podem ocorrer são calor, dor e vermelhidão no local da aplicação, febre, dores musculares e dor de cabeça.

O melhor método de evitar essa infecção, que é responsável por grande absenteísmo no trabalho e nas escolas, é seguindo os passos de prevenção, principalmente mantendo a carteira de vacinação atualizada.

 

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Dra Fatima

Dra. Fátima Aparecida Neto Zirn

pneumopediatra do Grupo Leforte

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