Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout: como a exaustão profissional pode acabar com a sua saúde

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou a classificação da Síndrome de Burnout (esgotamento profissional) para “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso” na Classificação Internacional das Doenças (CID).

O termo Burnout significa “queimar-se por completo” ou entrar em combustão e começou a ser usado em 1974, pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger (1926-1999), que sofria de esgotamento mental por excesso de trabalho.

O transtorno provoca nervosismo, dor de barriga, cansaço, tontura e falta de apetite, estimula o uso de estimulantes, como café e refrigerantes, para manter-se acordado, entre outros sintomas. Todos são resultantes do excesso de tarefas ou cobranças e de responsabilidades no ambiente de trabalho.

Quem sofre de Síndrome de Burnout sente que não tem recursos físicos, psíquicos ou emocionais para enfrentar a doença, além da falta de energia para o trabalho.

Pesquisa realizada em 2018 pela International Stress Management Association (Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse – ISMA-BR) revelou que 72% da população brasileira sofre algum problema decorrente do estresse, e 32% têm Síndrome de Burnout.

Dentro desse percentual, 92% declararam que não têm condições de trabalhar, mas não conseguem se afastar por medo de perder o emprego, enquanto 49% apresentam depressão e podem desenvolver uma versão mais crônica da doença.

 

Diagnosticar o Burnout não é tão fácil

sindrome burnout

Apesar dos sintomas descritos, não é fácil diagnosticar a Síndrome de Burnout, pois ela pode ser confundida com outras desordens mentais. Além disso, não existem exames específicos de sangue ou resistência física que podem confirmar o diagnóstico.

Somente um psiquiatra ou psicólogo pode avaliar o paciente por meio de uma escuta minuciosa de suas condições e rotina no ambiente corporativo. Para o indivíduo que sofre de Burnout, o trabalho vira um sacrifício e ele acredita que a sua função não tem a menor importância dentro da empresa e/ou sente que a sua dedicação é maior do que a satisfação que o trabalho traz.

Três características devem ser observadas no diagnóstico:

  • Exaustão – não importa quantas férias ou folgas o indivíduo tire, a sensação de cansaço parece não passar. É uma espécie de esgotamento físico ou mental
  • Ceticismo – alguém que está sem perspectivas
  • Sensação de ineficácia ou impotência – o indivíduo dá tudo de si no trabalho, chega cedo e sai tarde, mas acredita que não está gerando o resultado que gostaria. O trabalho lhe causa um vazio emocional.

 

Qualquer pessoa pode ter Síndrome de Burnout

Agentes de segurança, controladores de voo, motoristas de ônibus, executivos, atendentes de telemarketing, profissionais da saúde, bancários, professores e jornalistas são, geralmente, os profissionais mais vulneráveis ao desenvolvimento do Burnout devido às longas jornadas de trabalho.

De acordo com a Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda, em 2017, 178,4 mil trabalhadores foram afastados decorrente de algum tipo de transtorno mental. Dentro deste quadro, cabe às empresas oferecer um check-up duas vezes ao ano para avaliação da saúde mental dos funcionários.

O Burnout é assunto muito sério. Por isso, se você se sente esgotado no trabalho ou apresenta os sintomas citados acima, procure assistência médica especializada. O estresse que leva à Síndrome também traz consequências para o organismo como perda de ritmo na respiração, contrações involuntárias dos músculos, visão turva ou embaçada, aumento da pressão artéria, e psoríase ou outros tipos de dermatite.

Search

+