Saúde da mulher: a cada fase o seu cuidado

Saúde da mulher: a cada fase o seu cuidado

Regido por uma série de hormônios, o organismo feminino pede atenção diferenciada ao longo da vida

 

Da primeira menstruação à menopausa, o corpo da mulher enfrenta uma série de mudanças que impactam na sua saúde como um todo. Como passar por todas essas transformações e dar conta de uma rotina intensa, onde o que não faltam são compromissos profissionais e outros afazeres? 

É preciso ter muita saúde, sem dúvida. E saúde se mantém com cuidados básicos, que devem ser incorporados a rotina desde cedo. 

No mês em que se celebra o dia da mulher (em 8 de março), o Grupo Leforte presta uma homenagem a elas orientando-as como se cuidar em cada fase da vida.

 

Qual a idade para começar a ir ao ginecologista?

Especialista da área, o médico do Leforte Liberdade e professor Gilberto Jorge Saba, afirma que a transição do pediatra ao ginecologista deve se dar quando a menina começa a apresentar alterações no corpo. 

Os primeiros sinais são o aparecimento do broto mamário e/ou a primeira menstruação.

 

Saúde da mulher: a cada fase o seu cuidado

Ao entrar na puberdade deve ser feita a transição do pediatra ao ginecologista.

 

Em geral, isso ocorre por volta dos 11 anos de idade. E quando iniciar a vida sexual, essa visita precisa ser periódica – cerca de uma vez ao ano ou conforme a necessidade. Em outras situações, a ida ao ginecologista pode ser mais espaçada (a cada dois anos). 

O quanto antes a jovem estiver orientada sobre a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (o que se faz usando preservativo em todas as relações sexuais) e a respeito de contracepção, tanto melhor. 

Nessa fase o médico indicará que ela tome a vacina contra o HPV (disponíveis em diversas unidades do Grupo), o vírus que predispõe ao surgimento do câncer de colo do útero. 

Acima dos 25 anos, com vida sexual ativa, recomenda-se o exame Papanicolau, para investigar justamente o câncer de colo de útero. E, caso haja recomendação, por conta de histórico familiar, é necessário avaliar radiograficamente as mamas, mesmo nas mulheres mais jovens. 

“Se a mulher tem planos de engravidar, precisa estar ciente de que, antes da gestação iniciar, tem de se preparar para isso, fazendo alguns exames”, explica Saba. Muitas vezes, será orientada a tomar vitaminas, para prevenir algumas doenças no bebê, ou a fazer reposição de certas substâncias, como ferro.

E, no caso de uma gestação estar fora dos seus planos, ela precisa saber como se prevenir. “Atualmente, optamos por métodos contraceptivos de longa duração – em vez da pílula, sugerimos que a mulher use um DIU (dispositivo intrauterino) hormonal ou revestido de cobre e os implantes subcutâneos. São mais seguros, porque não há o risco de esquecer de usar, e provocam menos efeitos colaterais”, afirma. 

 

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Para evitar gravidez, o DIU é uma opção mais segura e com menos efeitos colaterais.

 

De acordo com Saba, apesar de tanta informação circulando, muitas mulheres ainda se expõem ao risco de uma gravidez não planejada ou de uma infecção. “Algumas jovens só vão procurar orientação quando alguma amiga próxima passa por essa situação ou elas mesmas. E a gravidez precoce, na adolescência ou até antes, ainda é um problema sério no Brasil”

 

Alerta para a endometriose

O médico explica que a consulta ginecológica, além das indicações citadas, tem uma outra função importante, que é prevenir ou tratar a endometriose. Nas mulheres que sofrem com o problema, o endométrio (tecido que envolve a parede interna da cavidade uterina) é encontrado fora do seu local normal. 

Cerca de 1 a 2 mulheres, em um grupo de 10, podem vir a ter endometriose na fase em que desejam engravidar. Nelas, o endométrio cresce para além do órgão, atingindo ovário, trompas e até outras regiões próximas.

 

Saúde da mulher: a cada fase o seu cuidado

Simulação de órgão afetado pela endometriose.

 

Quando a mulher menstrua esse tecido que está fora do seu local natural evolui, juntamente com o endométrio original. Nesse processo, a mulher com endometriose tem cólicas fortes e sente muito desconforto.

De acordo com Saba, alguns casos se repetem entre mulheres da mesma família.

“Muitas só descobrem que têm o problema quando estão tentando engravidar e apresentam dificuldade”, explica.

Ele conta que, em geral, essas pacientes estão com mais de 30 anos, se aproximando da idade em que há um declínio natural da fertilidade. Como a gestação nesse caso não vem, a mulher procura o ginecologista e recebe o diagnóstico de endometriose, responsável por 40% a 50 % da infertilidade do casal nesta fase.

“Por vias naturais, é mais difícil engravidar nessa condição”, diz Saba.

Entre os sintomas, além da cólica forte, mesmo fora do período menstrual, a endometriose provoca inchaço no abdômen, dor durante e após a relação sexual, e dor para urinar e evacuar. 

“Se existem esses sinais, eles devem ser investigados”, afirma Saba. No tratamento, a paciente passa por fisioterapeuta, pois em alguns casos, as dores intensas chegam a afetar a coluna, e também por nutricionista e psicólogo. 

A endometriose pode ser controlada, mas nem sempre é curada. A paciente é medicada com anticoncepcionais, para controlar a ação dos hormônios no organismo, e muitas vezes precisa de cirurgia. 

As técnicas utilizadas são as minimamente invasivas, como a videolaparoscopia – realizadas em todas as unidades hospitalares do Grupo e a robótica – disponível no Hospital Leforte Liberdade, que identificam e cauterizam ou retiram os focos de endometriose.

 

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Centro de Cirurgia Robótica do Hospital Leforte Liberdade.

 

Acima dos 50 anos, o foco é envelhecer com qualidade

Passada a fase fértil, a mulher entra na menopausa, em geral na faixa dos 50 anos de idade. É chegado o tempo então de prevenir doenças degenerativas, entre essas a osteoporose, que se caracteriza pela perda da massa óssea. A questão preocupa porque predispõe a mulher a quedas e fraturas. 

“É preciso avaliar cada caso, por meio de exames, para saber se é indicado fazer reposição hormonal ou tomar vitaminas”, diz o ginecologista Saba.

Anualmente, é preciso que a mulher passe por um checkup, para avaliar as mamas, útero e ovário, prevenindo doenças (principalmente) o câncer nesses órgãos. São feitos então exames clínicos e imagem das mamas , útero e os ovários, além do Papanicolau, colposcopia e vulvoscopia, que rastreiam o câncer de colo de útero, vagina e vulva .

Para avaliar o risco de osteoporose, a mulher deve fazer, com periodicidade estipulada pelo ginecologista, a densitometria óssea.

 

Saúde da mulher: a cada fase o seu cuidado

O exame de densitometria óssea avalia o risco de osteoporose.

 

Saba lembra que o ginecologista é o médico que a mulher mais procura. “O natural é que esse profissional a oriente de forma global, na medida do possível, indicando a se consultar com outros especialistas (cardiologista e endocrinologista, entre outros), quando necessário”. 

 

Coração e tireoide não podem ser negligenciados

Outros órgãos, como coração e tireoide, também pedem atenção ao longo da vida da mulher. Os cuidados devem ser redobrados especialmente após a menopausa. “Da mesma forma que a mulher faz os exames preventivos relacionados à parte ginecológica, ela deve, de tempos em tempos, fazer um hemograma completo para saber como está o colesterol, a glicose” diz o cardiologista Heron Rached.

 

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Importante fazer um hemograma completo periodicamente para avaliar os níveis de colesterol e glicose.

 

Dependendo do histórico familiar, também é indicado teste ergométrico e eletrocardiograma, ressalta o especialista. “A atenção primária deve ser feita o mais precoce possível, para evitar problemas graves”, orienta.

Essas medidas servem para controlar a hipertensão (que muitas pessoas nem sabem que têm), evitar acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infartos, de acordo com Rached .

O primeiro checkup cardiológico, segundo ele, deve ser feito já na menarca. Depois, caso esteja tudo bem, pode ser repetido por volta dos 20 anos. A partir daí, uma avaliação anual do coração é o ideal.

Quando as mulheres chegam à menopausa, com a redução da produção de estrógeno, o coração fica menos protegido, igualando-se ao homem na incidência de doenças cardíacas. “Entrou na menopausa, o cuidado deve ser ainda maior, porque há um aumento exponencial de doenças cardiovasculares”.

 

Cuidar do corpo sem esquecer nunca da mente

De acordo com Bárbara Rissoni, psicóloga do Hospital e Maternidade Christóvão da Gama, Grupo Leforte, boa parte dos conflitos femininos estão relacionados ao quanto ainda as mulheres depositam fora delas (no outro) a responsabilidade por sua felicidade. 

Por isso, é importante que a mulher invista no seu autoconhecimento, para saber exatamente o que procura na vida, sem se deixar levar pelos estereótipos pré estabelecidos. Se autoconhecer é fundamental para se sentir livre e em paz com sua vida. Só assim sua saúde mental estará resguardada de frustrações e de tanta carga imposta socialmente, no cumprimento forçado de determinados padrões. O autoconhecimento nos leva ao reconhecimento do próprio desejo, e da apropriação dele, por consequência, segundo a psicóloga. “É importante olhar para o que se têm dentro e assim e após essa viagem interna, lutar pelas causas que façam sentido de fato” conclui.

 

Centros de Saúde da Mulher

O Grupo Leforte dispõe de espaços exclusivos dedicados à saúde da mulher. Os centros são focados na medicina integrativa especializada na prevenção, no diagnóstico, no acompanhamento de patologias ginecológicas e no tratamento clínico e cirúrgico.

 

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Espaços diferenciados e exclusivos para mulheres.

 

Disponível nas unidades:

Clínica e Diagnósticos Leforte Liberdade

Clínica e Diagnósticos Leforte Morumbi

Clínica e Diagnósticos Christóvão da Gama

 

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