Causas glaucoma

Glaucoma: quais são as causas?

Glaucoma é uma doença ocular que se desenvolve pela elevação da pressão intraocular ou alteração do fluxo sanguíneo no local. Provoca lesões irreversíveis no nervo ótico, como o comprometimento do campo visual. Portanto, se não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é considerada a principal causa de perda irreversível da visão. Nesse sentido, deverá afetar cerca de 80 milhões de pessoas em 2020, e 111,5 milhões até 2040.

 

Sinais de alerta do glaucoma

Oftalmologista do Grupo Leforte, Marco Cézar Helena explica que o glaucoma é uma doença assintomática e progressiva. Isto é, pode evoluir para quadros mais graves sem que a pessoa perceba. Pode também aparecer em qualquer faixa etária, entretanto com mais frequência a partir dos 40 anos.

O que o glaucoma produz é um escurecimento global da visão. Ou seja, a pessoa percebe as coisas progressivamente mais escuras, de uma forma muito lenta, especialmente na periferia do campo de visão. É uma espécie de restrição de campo visual que, para ela, é normal”, ressalta.

Pressão intraocular acima da média e alterações no nervo óptico são dois fatores que podem confirmar o diagnóstico. Eles são perceptíveis no exame de fundo de olho. Mas existem outros fatores que podem ajudar a confirmar o diagnóstico.

 

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Fatores de risco

  • Idade acima de 60 anos
  • Nos casos de glaucoma agudo, logo acima dos 40 anos
  • Pressão intraocular elevada
  • 6 vezes mais risco de desenvolvimento da doença quando há histórico na família
  • Doenças como diabetes, problemas cardíacos, hipertensão e hipertireoidismo
  • Uso prolongado de medicamentos à base de corticoides
  • Doenças no olho como tumores, descolamento de retina e inflamações

 

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Tipos de glaucoma

Glaucoma primário de ângulo aberto ou crônico

Esse é o tipo mais comum de glaucoma e representa 90% de todos os casos. É assintomático e lento, por isso leva anos para apresentar algum dano à visão. O glaucoma crônico ocorre quando há obstrução da drenagem do *humor aquoso no olho.

(*humor aquoso é o líquido cuja função é nutrir a córnea e o cristalino, ajudando a regular a pressão interna do olho)

 

Glaucoma de ângulo fechado ou agudo

Quando a saída do humor aquoso é bloqueada, acontece um aumento súbito da pressão intraocular. Se não houver tratamento emergencial, pode causar perda visual irreversível em um curto espaço de tempo.

 

Glaucoma congênito

É considerado o tipo mais raro da doença e atinge os bebês logo em seu nascimento ou nos primeiros anos de vida.  É herdado da mãe durante o processo de gestação. Deixa os globos oculares aumentados e as córneas embaçadas.

Outros sintomas deste tipo de glaucoma:

  • Nebulosidade na parte frontal do olho
  • Aumento de um olho ou ambos
  • Olhos avermelhados
  • Sensibilidade à luz
  • Lacrimação em excesso

 

Glaucoma secundário

O glaucoma secundário se desenvolve em decorrência de alguma condição médica. Geralmente por uma cirurgia, catarata ou pelo uso excessivo de medicamentos à base de corticoides.

De acordo com Marco Cézar Helena, o uso de corticoide por longos períodos pode ser uma porta de entrada para o glaucoma secundário.

“O corticoide é o único meio artificial que pode aumentar a pressão do olho. Pode ser oral, injetável ou tópico. Se o paciente usar o corticoide por uma semana, será preciso medir a pressão do olho para evitar problemas futuros. Caso esteja alta, a dosagem de corticoide deverá ser revista”, ressalta o especialista.

O oftalmologista explica também que o aumento da pressão no olho acontece quando a produção e a drenagem do líquido aquoso não estão devidamente reguladas no trabeculado*. Há produção normal do líquido, mas ele não é drenado na mesma velocidade.

(*Parte do olho responsável por essa drenagem.)

“Não há como curar essa deficiência ou ‘desentupir’ essa malha. Entretanto, com o uso de medicamentos é possível diminuir a produção do líquido e abrir espaço para drená-lo. Há ainda a possibilidade de intervenção cirúrgica”, conclui.

 

Recomendações importantes

Consulte regularmente um oftalmologista, principalmente a partir dos 35 anos. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar o glaucoma e demais doença. Lembre-se que, geralmente, os primeiros sintomas demoram a aparecer.

 

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