Núcleo de Atenção e Tratamento da Esclerose Múltipla

   

Núcleo de Atenção e Tratamento da Esclerose Múltipla

O Hospital Leforte dispõe de um Núcleo de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla – NATEM, focado em atender o paciente de forma integral (acompanhamento ambulatorial, realização de exames complementares, infusão de medicamentos e reabilitação). A área conta com neurologista especializado em Esclerose Múltipla, centro diagnóstico referência, uma equipe de neurologistas 24 horas e um centro de infusão/hospital-dia.

O que é Esclerose Múltipla?
Apesar de muitos pensarem que essa é uma doença que atinge apenas idosos, a Esclerose Múltipla é uma doença que pode, também, acometer jovens. As mulheres, em geral com idade entre 20 e 50 anos, são mais acometidas pela esclerosa. Apesar de não ser uma doença comum, sua incidência vem aumentando nos últimos anos.

A Esclerose Múltipla é uma doença autoimune. O problema se localiza nos linfócitos, células que existem para combater vírus e infecções. Uma doença autoimune faz com que essas células passem a atacar partes do próprio corpo – o que, no caso da Esclerose Múltipla, inclui o cérebro, nervos ópticos, tronco cerebral e medula.

Causas
Ainda não se sabe por que essas células passam a se comportar desta forma, mas tanto fatores genéticos (predisposição), quanto ambientais parecem contribuir. A Esclerose Múltipla não é hereditária, mas casos na família aumentam o risco da doença. Dentre os fatores ambientais pesquisados, temos infecções por certos vírus e deficiência de vitamina D.

Sendo assim, não se pode atribuir as causas da Esclerose Múltipla a um único fator.

Sintomas
Os sintomas da Esclerose Múltipla são muito variáveis e dependem das áreas do cérebro que são afetadas pela doença. Os mais comuns são:

– Perda visual;
– Paralisias nas pernas;
– Alteração de equilíbrio e coordenação;
– Perda do controle de urina;
– Fadiga.

Geralmente, os sintomas ocorrem na forma de surtos e se instalam subitamente, melhorando gradualmente nos dias e semanas subsequentes. Os surtos ocorrem de tempos em tempos, podendo apresentar um sintoma diferente por vez.

Diagnóstico
É feito por um neurologista, através da história clínica, do exame físico e de exames complementares. Dentre os exames complementares, os mais importantes são a ressonância magnética e o exame do líquor (LCR). Não existe um exame único que define o diagnóstico, mas sim um conjunto de dados que, interpretado pelo neurologista, levará ao diagnóstico.

Tratamento
O tratamento da Esclerose Múltipla compreende quatro questões: o tratamento dos surtos, o uso de drogas que modificam a história natural da doença, o tratamento dos sintomas e a reabilitação.

O tratamento dos surtos se faz, geralmente, com altas doses de corticoides injetados na veia do paciente. Neste caso o paciente é internado ou recebe o remédio no módulo hospital-dia. Outros tratamentos também podem ser usados, como imunoglobulina humana e plasmafrese, que é a retirada e reposição de parte do sangue, removendo os anticorpos que podem estar atacando o sistema nervoso central.

As drogas que modificam a história natural da doença, ou DMDs, são substâncias que alteram o funcionamento do sistema imunológico, diminuindo a intensidade com que os linfócitos atacam o sistema nervoso central. Têm por objetivo prevenir surtos e retardar o aparecimento de sequelas. Dentre estas medicações, as disponíveis e aprovadas para uso no Brasil são as betainterferonas (Avonex, Betaferon e Rebif), o acetato de glatiramer, o natalizumabe e o fingolimode (primeiro medicamento oral liberado para tratamento da EM).

Recentemente, novas drogas foram introduzidas e aprovadas para tratamento da Esclerose Múltipla, dentre elas a teriflunomida (medicamento oral), o fumarato de dimetila (medicamento oral) e o alemtuzumabe (infusões). A escolha da medicação e a forma de utilização variam de caso para caso e devem ser definidos juntamente com o neurologista responsável. Muitos medicamentos estão sendo pesquisados e testados, de forma que novas alternativas em breve estarão disponíveis.

O tratamento dos sintomas inclui medicamentos e procedimentos para fadiga, queixa de perda de memória, dor, depressão ou quaisquer outros sintomas que possam estar direta ou indiretamente relacionados à Esclerose Múltipla. A reabilitação visa prevenir e minimizar danos causados pela doença e inclui a participação de uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, neuropsicólogo, terapeuta ocupacional, entre outros.

Importante:
A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica em que os pacientes podem ter uma vida normal por muitos anos ou mesmo décadas. Parte disso se deve ao fato de que hoje é possível detectar a doença mais precocemente. Além disso, os avanços no campo do tratamento têm sido enormes nas últimas décadas. Muitos dos medicamentos que estão hoje fase de testes serão incorporados ao arsenal terapêutico contra esta doença, permitindo oferecer alternativas ainda melhores para a qualidade de vida os pacientes.