Alimentação Saudável da Criança

   

Alimentação Saudável da Criança

Até os dez anos de idade é comum que a criança dê trabalho para comer, recusando alimentos saudáveis, como verduras e legumes. Existem outros casos em que a criança recusa qualquer tipo de alimento e, também, aqueles em que a criança come muito além do necessário.

Falta de apetite

Crianças com idade entre dois e cinco anos costumam demonstrar pouco apetite. É uma das características mais comuns desta fase.

Quando devo me preocupar?

Normalmente, nessa idade, a criança recusa alimentos saudáveis, principalmente na hora do almoço e do jantar. É importante que os pais fiquem atentos à quantidade de lanches que a criança faz durante o dia, pois, muitas vezes, esse é o motivo da falta de apetite. Mas a partir do momento em que a criança passa a apresentar perda de peso notável, é importante intervir.

Evite servir vários lanches e a famosa mamadeira durante o dia. Estes itens enchem o estômago, mas não preenchem a necessidade nutricional da criança. Outras opções também diminuem o apetite dos pequenos, como bolachas recheadas, batatas fritas, refrigerantes e sucos prontos para o preparo.

Existem também as guloseimas, que são grandes vilãs da alimentação da criança e agem tirando o apetite, além de não apresentarem valor nutricional algum.

Sobrepeso e obesidade

O sobrepeso e a obesidade são estados diferentes. A obesidade é o excesso de gordura acumulada em todo o corpo, representando uma porcentagem muito maior em relação à massa magra. Já o sobrepeso pode ser diagnosticado apenas em um excesso de peso previsto para o sexo, altura e idade da criança, de acordo com os padrões médicos.

Nas crianças, a obesidade deve ser controlada o quanto antes, evitando atingir o início da adolescência (de 10 a 12 anos), momento em que o número de células adiposas é definido. As células adiposas se formam a partir de elementos celulares mais primitivos, que amadurecem e passam a atuar como depósitos de gordura em nosso corpo.

A ingestão de grandes níveis calóricos por tempo prolongado pode resultar na hiperplasia ou na hipertrofia (o crescimento exagerado de um órgão devido ao aumento do tamanho das células) do tecido adiposo da criança.
Mesmo com a perda de peso posterior ao grau de obesidade, a diminuição do tamanho dessas células não acontece. Isso permite que o indivíduo tenha, durante toda a vida, maior tendência a engordar.
Além disso, a obesidade infantil pode desencadear problemas de saúde crônicos, como diabetes, hipertensão, depressão e até problemas respiratórios.
O sobrepeso não apresenta grandes riscos à saúde da criança, mas é preciso mudar o parâmetro de que a criança acima do peso está bem alimentada. Por isso, é importante que os pais conheçam e entendam a curva de crescimento dos filhos.