Perguntas frequentes sobre câncer de próstata


Vida sexual ativa aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata?

Não há estudos que comprovem essa relação.

 

Vasectomia pode causar câncer de próstata?

Não existem estudos que comprovem relação entre ambas.

 

Só terei câncer de próstata se tiver os sintomas?

Pelo contrário, porque o câncer de próstata é um dos que menos apresentam sintomas. Além disso, em muitos casos os sintomas acabam sendo confundidos com outras doenças. Geralmente, o tumor de próstata é detectado durante um check-up de rotina, e a doença começa a se manifestar já em estágios mais avançados. São eles:

  • necessidade frequente de urinar
  • dificuldade para começar ou interromper a micção
  • fluxo fraco ou interrompido de urina
  • dor ou ardor no canal
  • sangue na urina ou no sêmen
  • dificuldade de ereção
  • ejaculação dolorosa
  • dor frequente e rigidez na parte inferior das costas, quadris ou coxas

 

Um aumento da próstata é um sinal de câncer de próstata?

Não necessariamente, já que o aumento da glândula ocorre em grande parte dos homens com o envelhecimento, e não significa aumento do risco de câncer de próstata.

 

O câncer de próstata afeta somente idosos?

O câncer de próstata é bem mais frequente em homens com mais de 60 anos de idade e conforme vai envelhecendo, há aumento de risco. Porém, homens de todas as idades precisam estar atentos aos fatores de risco e conversar com seus médicos para um possível diagnóstico precoce. Cerca de 65% dos registros de câncer de próstata no mundo são em homens com 65 anos ou mais.

 

O câncer de próstata é de crescimento lento, então, não é preciso se ??preocupar tanto?

Há diferentes tipos de câncer de próstata, alguns bastante agressivos. Somente depois da investigação completa o médico conseguirá saber o potencial que o tumor tem para avançar, e definir o tratamento. Portanto, apenas o diagnóstico precoce pode dar mais chances de cura.

 

Se meu pai teve câncer de próstata, também vou ter?

Se o pai ou irmão (parentes de 1º grau) foi diagnosticado com câncer de próstata, as chances de desenvolver a doença duplicam. Se tanto o pai quanto o irmão (ou dois irmãos) tiveram câncer de próstata, o risco aumenta em até cinco vezes. Porém, isso não é regra. De qualquer forma, o ideal e mais prudente é manter visitas constantes ao urologista, com periodicidade de exames de PSA.

 

Corro risco se não há histórico de câncer de próstata na minha família?

Embora o histórico familiar de câncer de próstata chega a dobrar as chances de desenvolver a doença, 1 em cada 6 homens terá a doença. O risco aumenta se o diagnosticado foi em idade mais jovem (menos de 55 anos) ou se isso afetou três ou mais membros da família. Homens afrodescendentes têm 60% mais propensos ao câncer de próstata.

 

Os avanços da Medicina evitam que homens morram em decorrência desse tipo de câncer?

Embora o câncer de próstata seja um dos tipos que mais acometem homens no mundo, as novas terapias e abordagens têm, de fato, provocado uma acentuada queda da mortalidade pela doença. Em muitos casos, o óbito é decorrente de doenças concomitantes, como as cardiovasculares.

 

Buscar uma segunda opinião médica é faltar com respeito ao especialista que já me atende?

Pelo contrário, é ter plena segurança sobre seu real estado ou linha de tratamento sugerida. O próprio médico pode recomendar outro colega para uma segunda opinião, e isso não significa desconfiar da competência do profissional.

 

 

Exame de PSA

É específico para diagnosticar câncer?

Na verdade, o exame de PSA mede os níveis do antígeno prostático específico na próstata. Ocorre que o PSA é produzido pela próstata em resposta a uma série de alterações, como infecção ou inflamação (prostatite), alargamento da próstata (hiperplasia benigna da próstata) e câncer. Por meio do exame de PSA muitos homens descobrem o tumor, muitas vezes em estágios iniciais.

 

PSA elevado é sinal de câncer de próstata?

Não necessariamente. Como o PSA é uma substância produzida pela próstata, outros problemas na glândula, como inflamação, podem elevar o PSA. Uma biópsia pode ajudar a fechar o diagnóstico, além de exame físico (toque), além de fatores como idade, possível hereditariedade, entre outros.

 

PSA baixo significa não ter o câncer?

Não, pois o PSA é um dos fatores para o diagnóstico do câncer de próstata. Há casos em que há tumor e os níveis de PSA não chamam a atenção. É necessário complementar com exame de toque retal, que permitirá detectar alteração na próstata, e biópsia, que mostrará se as células possuem alterações compatíveis com a doença.

 

O exame de PSA é só para homens com mais de 65 anos?

Embora o exame seja realizado principalmente por homens com mais de 65 anos, os mais jovens se beneficiam muito quando criam o hábito de realizá-lo como medida de prevenção. Caso haja o diagnóstico logo no início, as chances de cura são muito maiores.

 

O PSA dispensa o exame de toque retal?

É fundamental que ambos sejam feitos, pois o resultado de apenas um deles pode não trazer a real situação.

 

Fiz o tratamento para vencer o câncer de próstata. Isso significa que…

  • haverá disfunção erétil?

As fibras nervosas que estão ao redor da próstata são responsáveis pelo controle da ereção, e dependendo do procedimento realizado, podem ser afetadas. O comprometimento depende de alguns fatores, entre eles tamanho e local do tumor, tipo de tratamento. Da mesma forma, a capacidade de recuperar o controle da função erétil depende de fatores, como a idade do paciente e se ele já tinha problemas antes da cirurgia.

 

  • ficarei impotente?

Não há regras sobre essa questão. O conjunto de fatores tornará o quadro mais ou menos grave, e a idade pode ser um complicador. Homens com boa função sexual antes do tratamento do câncer de próstata terá boa função após o tratamento; outros podem ter de moderada a grave impotência. Muitas vezes, volta ao normal em alguns meses.

 

  • terei incontinência urinária

De acordo com estudos, 1 em cada 5 homens que passaram por um tratamento de câncer de próstata poderá ter incontinência urinária. Aqui, a idade também conta – pacientes mais jovens geralmente evoluem melhor.

 

Fiz tratamento e o câncer de próstata voltou. Não tem mais cura?

Da ótica emocional, a recidiva do câncer de próstata pode ser devastadora. Mas não se pode desistir. Em muitos casos, novas abordagens terapêuticas serão adotadas, e não se pode pensar na doença como uma sentença de morte.

 

 

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