Paciente de 92 anos se recupera do Coronavírus no Hospital Leforte

Paciente de 92 anos se recupera do Coronavírus no Hospital Leforte

28 abr 2020 Coronavírus

“Nosso guerreiro, nosso herói”. É assim que a pedagoga Tânia Pinheiro fala do pai, Antônio Mathias Baptista, de 92 anos, que venceu o novo Coronavírus. No início de abril, ele recebeu alta do Hospital Leforte Liberdade, após ficar oito dias internado.

A excelente recuperação de seu Antônio, como é chamado, surpreendeu a equipe do hospital e os próprios familiares. Além da idade avançada, ele tem doenças pré-existentes que poderiam torná-lo mais suscetível às formas graves da Covid-19, incluindo pressão alta, problemas cardíacos, vasculares, renais e do trato urinário. “Eu achava que não ia tirar meu pai com vida de lá”, lembra Tânia, ciente do potencial de gravidade da doença. “Mas ele tem uma vontade de viver muito grande”.

Para ela, os cuidados recebidos no Leforte também fizeram a diferença. “Meu pai foi muito bem assistido, a equipe de enfermagem é fantástica, sobre os médicos não têm nem o que falar. Eu já respeitava e admirava os profissionais da área, e depois que eu cheguei no Leforte isso só aumentou, porque eles fizeram muito pelo meu pai”.

E como ele está hoje? “Está ótimo, graças a Deus”, responde Tânia, expressando o alívio que tomou conta da família.

 

Acidente doméstico levou à descoberta da Covid-19

A descoberta da Covid-19 em Antônio foi quase por acaso. No dia 30 de março, ele se desequilibrou e sofreu uma queda no momento de se transferir da cama para a cadeira de rodas. “Não foi uma queda importante, mas machucou o braço dele, que começou a ficar inchado e roxo. Então, tivemos que levá-lo para o pronto-socorro”, relata Tânia.

A princípio, ele foi encaminhado pela família para um hospital no bairro do Tatuapé. Lá, a médica que examinou seu braço percebeu que o idoso estava com um aspecto apático. O sinal de alerta fez com que ela solicitasse um exame de imagem não apenas do braço, mas também do pulmão. “E foi aí que se detectou que 40% do pulmão dele estava afetado pela Covid-19”, conta a filha.

Logo após o diagnóstico, seu Antônio foi transferido de ambulância para o Hospital Leforte Liberdade, onde foi internado. “Os médicos acharam melhor tratar meu pai antes que surgissem os sintomas [de Coronavírus], porque para uma pessoa de 92 anos com todo esse quadro, a doença poderia ser fatal caso se manifestasse”, ela explica. “Então, a gente fala que foi um santo braço”, completa, se referindo ao acidente doméstico que possibilitou a descoberta precoce da Covid-19.

Apesar da ausência de sintomas de Coronavírus, os exames que o pai de Tânia realizou quando deu entrada no Hospital Leforte estavam todos alterados, segundo ela, incluindo os níveis de potássio, creatinina, ureia e PCR. “Tudo isso foi normalizando com a estada na Leforte”, afirma.

Do início da internação até a alta, seu Antônio só teve melhora. Ele chegou a desenvolver alguns episódios de falta de ar, mas em nenhum momento precisou ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Depois do fim do tratamento com antibióticos no hospital, ele repetiu a bateria de exames. Com a confirmação da melhora, recebeu alta.

 

Paciente de 92 anos se recupera do Coronavírus no Hospital Leforte

Tânia ao lado do pai, recuperado da Covid-19; alívio tomou conta da família.

Dedicação da filha e da equipe de saúde durante a internação

O Hospital Leforte Liberdade conta com um andar exclusivo para pessoas com suspeita ou diagnóstico de Coronavírus. Na chegada, a família de Antônio foi informada que seria permitida a permanência de um acompanhante, que também deveria ficar em isolamento no quarto, por uma questão de segurança.

Assim, durante todo o período de internação de Antônio, Tânia pôde ficar ao lado do pai, fazendo companhia e auxiliando nos cuidados. Ela acredita que isso foi fundamental para a recuperação dele. “Eu dei comida todos os dias na boca dele, ajudei a tomar água e ele não se sentiu perdido”.

Outro ponto positivo destacado pela filha foi o cuidado atencioso da equipe de nutrição e fonoaudiologia. “Quando manifestei para a fono que meu pai estava com dificuldade para comer o grão do arroz, o grão do feijão, serviram alimentos cremosos, purês, papas. O arroz, o feijão, foi tudo liquidificado para que ele pudesse se alimentar”.

 

Saudade da esposa, também com Covid-19, incentivou rápida recuperação

Seu Antônio, que tem netos e bisnetos, mora com a esposa, de 83 anos. Ela desenvolveu alguns sintomas e teve diagnóstico de Coronavírus no mesmo período, mas não precisou de internação. Enquanto Tânia cuidava do pai no hospital, a irmã assistia a mãe em casa.

Para amenizar a distância, as filhas colocaram os pais para conversar todos os dias por chamadas de vídeo ou ligações. “Foram oito dias separados, foi bem difícil para eles. Mas acho que nesse ponto a saudade foi até boa, porque os dois faziam de tudo para se alimentar para estarem juntos de novo”. A motivação foi boa. Hoje, eles estão reunidos novamente, em casa, completamente recuperados.

 

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