o que precisamos saber sobre o autismo

O que precisamos saber sobre o autismo

Você sabia que o Brasil tem cerca de 2 milhões de pessoas com autismo?  Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, entretanto, ainda existem poucas divulgações sobre o transtorno.

Segundo o Ministério da Saúde, dados epidemiológicos internacionais indicam maior incidência do transtorno no sexo masculino, com uma proporção de 4,2 nascimentos para cada 1 do sexo feminino.

O mês de abril foi escolhido como mês de conscientização sobre o autismo, com o objetivo de combater o preconceito e esclarecer dúvidas sobre o assunto. Mas em primeiro lugar, é importante entender que o autismo é uma condição permanente e não apenas um transtorno da infância. Por isso também recebe o nome de espectro, pois apresenta gradações diferentes durante a vida desde leve até a mais grave.

A causa específica do transtorno ainda é desconhecida, mas pode estar relacionada a problemas na gestação como febre alta, diabetes, rubéola, uso de depressivos, drogas, obesidade, entre outros.

 

Sintomas

Entre os principais sintomas estão a falta de interação social, a dificuldade na comunicação e o comportamento.

No primeiro, o autista tem dificuldade de reconhecer os sentimentos e vontade dos outros, o que pode tornar mais complicado o relacionamento com as pessoas que o cercam.

O segundo sintoma ocorre em casos em que a criança não desenvolve a fala por completo, enquanto outras têm ecolalia ou fala repetitiva. Muitas vezes, a fala pode parece ser robotizada ou sem entonações. Construir diálogos torna-se desafiador, já que há esse comprometimento.

Quanto à questão comportamental, o autista pode ter manias e movimentos repetitivos, interesse intenso em coisas específicas e dificuldade de imaginação. Mudanças na rotina também podem incomodá-lo.

Outros sinais podem ser característicos do TEA, como inquietação persistente, apatia, agressividade, ansiedade, transtornos de linguagem ou pouca vontade de falar.

 

Tipos de autismo

img sintomas do autismo

  • Autismo clássico: pessoas com este tipo de autismo são voltadas para si mesmas e dificilmente mantêm contato visual (olho no olho) com outras pessoas. Não conseguem iniciar um diálogo porque aprendem somente o sentido literal das palavras e possuem falta de empatia por não compreenderem o outro
  • Autismo de alto desempenho (Síndrome de Asperger): é a forma mais branda de autismo. São muito inteligentes e chegam a ser chamados de gênios, pois possuem amplos conhecimentos em áreas diversas. São diagnosticados apenas pelo grau de comprometimento
  • Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE): neste tipo o autista pode apresentar apenas problemas de interação social e de comunicação

 

Diagnóstico e Tratamento

É importante que os pais estejam atentos ao desenvolvimento dos filhos. Os sinais de autismo costumam aparecer nos três primeiros anos de vida e quanto mais cedo vier o diagnóstico, menor será o comprometimento no desenvolvimento da criança.

Não existem exames laboratoriais ou de imagem para identificar o autismo. O diagnóstico é feito a partir da observação e relato dos sintomas pela família. Em seguida, a criança é encaminhada para tratamento com equipe multidisciplinar formada por psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, neurologista e terapeuta ocupacional, que ajudam a desenvolver a comunicação e as habilidades sociais.

 

 

Meu filho tem TEA e agora?

O papel da família é fundamental para o pleno desenvolvimento do autista. Em primeiro lugar, é importante que os familiares procurem bons profissionais para compreenderem de fato o que é o transtorno, quais desafios ele coloca, que tipo de ajuda e acompanhamento são essenciais para o melhor desenvolvimento e bem-estar do autista, além da disponibilidade de serviços voltados ao TEA e direitos que a pessoa e sua família têm garantidos.

Pessoas com autismo estão sujeitas a estigmas e discriminação. Importante entender que o autista deve ser tratado como qualquer outro membro da família e incentivado nas atividades que ele tem mais interesse, porque contribui para o desenvolvimento de suas habilidades.

 

 

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