Afinal, o que faz o farmacêutico em um hospital?

Farmacêutico: qual sua importância em um hospital?

O farmacêutico possui atribuições essenciais para os melhores resultados nos tratamentos. Ele tem papel decisivo nas equipes multidisciplinares

Analisar prescrições médicas, acompanhar o resultado de exames laboratoriais, checar possíveis interações medicamentosas, garantir o uso seguro e racional de fármacos. Essas são algumas das muitas atribuições do farmacêutico, que tem papel imprescindível numa rotina hospitalar. 

De forma geral, esse profissional é responsável por todo o fluxo de medicamentos dentro da unidade de saúde. Em relação aos pacientes internados, é o farmacêutico quem orienta, junto à equipe médica, sobre a administração dos fármacos. Seu papel é importante, porque traz mais eficácia ao tratamento, além de contribuir para otimizar custos na instituição hospitalar.

Nos hospitais, aliás, a presença do farmacêutico em período integral é obrigatória e assegurada pela Lei n° 13.021, de 2014. No ano da promulgação, a farmácia hospitalar foi descrita como unidade prestadora de serviços e assistência terapêutica integral.

“O trabalho do farmacêutico clínico, integrante ativo da equipe multidisciplinar em uma instituição hospitalar, tem se tornado cada vez mais solicitado. É uma garantia de atenção ao paciente durante toda a internação, na transição de cuidado e na alta”, explica Nádia do Nascimento Souza, supervisora de Farmácia do Hospital Leforte Liberdade.

Ela esclarece também que, nos hospitais, os farmacêuticos participam de visitas multidisciplinares nas unidades de internação e de terapia intensiva adulta e pediátrica.

“Realizamos a evolução farmacêutica diária. Validamos os medicamentos trazidos pelo paciente, participamos ativamente dos protocolos gerenciados e apoiamos a equipe assistencial sobre dúvidas técnicas. Além disso, fazemos a verificação diária de exames laboratoriais e damos suportes operacionais para a viabilização do tratamento”, conta.

 

O cuidado do farmacêutico com o uso de medicações

Na rotina de triagem das prescrições médicas, o farmacêutico checa informações importantes, entre elas, a compatibilidade de medicamentos para pacientes que precisam usar sondas. Também as duplicidades terapêuticas e as oportunidades de transição de medicamentos (da via endovenosa para a oral).

Junto à equipe multidisciplinar, está apto a auxiliar os médicos na escolha da melhor terapêutica. É o farmacêutico quem orienta também como utilizar antibióticos num quadro infeccioso, como evitar interações medicamentosas (entre fármacos e nutrientes, e entre medicamentos), sempre dialogando com o médico responsável.

“Todos esses procedimentos contribuem para tornar mais seguro o tratamento. Trabalhando dessa forma, conseguimos gerenciar os indicadores em nosso sistema estratégico e observar oportunidades de melhorias na instituição”, completa Nadia. 

Entre os indicadores que gerencia, ela dá alguns exemplos: taxas de avaliação farmacêutica das prescrições, de adesão às intervenções farmacêuticas, de reconciliação medicamentosa de admissão, transferência e alta, e de adequação de uso de antibióticos profiláticos em pacientes durante e após procedimentos cirúrgicos.

 

farmacêutica escolhendo medicação em farmácia hospitalar

Farmacêutico: cuidado na administração dos medicamentos

A proximidade com o paciente

No passado, o farmacêutico acompanhava os pacientes à distância e não era reconhecido como parte integrante da equipe multidisciplinar. Segundo Nádia, integrá-lo à equipe fez toda diferença. “A situação anterior incomodava bastante. Sabíamos do potencial deste profissional e do ganho que o paciente teria com esta interação mais próxima”.

Com a mudança, passou a atuar presencialmente. “Ou seja, ficamos alocados no posto de enfermagem, com a equipe médica, enfermeiros e nutricionistas, garantindo melhor assistência ao paciente e interagindo com as equipes responsáveis”.

Em relação às prescrições médicas, Nádia explica que a meta de análise é de 100%, diariamente. Nesta análise, o farmacêutico verifica questões de interação medicamentosa, duplicidades terapêuticas, doses, diluição, vias de administração etc. O enfermeiro planeja então em que horários a medicação será administrada (aprazamento). As solicitações de prescrição são geradas via sistema.

 

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Gestão eficiente no controle diário da medicação

Para garantir toda a segurança no processo, os medicamentos de prescrição são visualizados no sistema. A separação por dose unitária ocorre após a impressão de etiquetas com código de barras e informações do paciente.

Essa separação é feita pelo auxiliar de farmácia, com a leitura de código de barras tanto da solicitação quanto dos itens atendidos naquele horário. O processo garante o envio somente do que foi solicitado.

Cada profissional trabalha com um leitor semelhante a um smartphone, com tecnologia Android, ligada exclusivamente ao sistema do hospital. Com ele, os auxiliares de farmácia, após a impressão das etiquetas, conferem as solicitações por meio de feixe de luz, que reconhece as informações do código de barras.

No Leforte, os farmacêuticos clínicos são divididos de forma a garantir cobertura 24 horas por dia, 7 dias da semana. 

comprimidos ao lado de frasco aberto e estetoscópio

Administração de medicamentos: as doses são levadas ao paciente em carrinhos beira leito.

Beira leito: eficiência na administração de medicamentos

Como mais uma medida de segurança, os hospitais do Grupo Leforte contam com um sistema de conferência prévia à administração dos medicamentos. Trata-se do carrinho beira leito, uma tecnologia que controla a entrada, dispensação, distribuição e administração de medicamentos. 

Tudo isso é feito junto ao paciente – ou seja, próximo ao leito. Fisicamente, o carrinho se parece com um gaveteiro com rodinhas, o que lhe garante mobilidade. Cada gaveta é destinada a um paciente e nelas ficam os medicamentos e alguns materiais necessários para o atendimento.

O carrinho é levado à beira do leito de cada paciente pela equipe de enfermagem e cada técnico fica com um carro de enfermagem. Esses profissionais fazem então a leitura, por meio de um leitor de código de barras, dos medicamentos que serão administrados. Vale lembrar que cada paciente tem uma pulseira também com um código de barras, para identificação.

“No momento da administração, a equipe entra no quarto com o carrinho e prepara tudo na frente do paciente, já devidamente identificado”, explica Nádia.

Segundo ela, a tendência é que, a médio prazo, os hospitais, de forma geral, implantem essa ferramenta para garantir a segurança ao paciente na administração de medicamentos, a exemplo do que já é feito no Leforte.

 

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