O papel do Enfermeiro Navegador

O papel do Enfermeiro Navegador

Idealizada pelo médico americano Harold Freeman em 1990, a “navegação” de pacientes na área de saúde, foi pensada para agilizar a confirmação do diagnóstico e garantir a continuidade do tratamento em pessoas com alguma doença crônica comprovada ou não.

O Enfermeiro Navegador tem o papel de conduzir o paciente em todo o tratamento, auxiliando em todos os processos e etapas que ele irá passar. Além disso, ele identifica e acompanha as barreiras psicológicas, sociais, financeiras e estruturais que podem impedir o paciente de aderir ao tratamento, além de facilitar a comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos no tratamento.

Inicialmente, os primeiros Programas de Navegação de Pacientes foram implantados nos EUA, Austrália, Canadá, Suécia e Dinamarca. No Brasil, o programa é desenvolvido nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza.

O Programa de Navegação de Pacientes do Grupo Leforte é realizado com foco na humanização e no cuidar do paciente em todas as suas esferas (física, emocional, psicossocial e familiar) durante todo o tratamento, seja ele preventivo, curativo ou para reabilitação com atendimento diferenciado no que diz respeito à qualidade assistencial.

Entre as ações, estão:

  • Diminuir o tempo entre o exame alterado e a confirmação do diagnóstico, a fim de reduzir a morbidade e mortalidade, eliminando barreiras de acesso ao tratamento do câncer;
  • Reduzir atrasos na autorização e realização de exames e procedimentos para iniciar o tratamento em tempo adequado;
  • Ajudar o paciente a superar o impacto do diagnóstico e a dificuldade de entendimento da evolução da doença;
  • Guiar o paciente nos processos administrativos de seu tratamento;
  • Orientar paciente e seus familiares em todas as fases do tratamento do câncer, estimulando o autocuidado para diminuir o impacto em suas atividades de vida diária;
  • Apoiar na tomada de decisão, assegurando que os pacientes estejam plenamente informados quanto aos riscos e benefícios das opções de tratamento e que seus valores e preferências sejam integrados nas decisões do tratamento;
  • Suporte de cuidados paliativos, acompanhando efeitos colaterais tardios e de longo prazo, e outras barreiras físicas à qualidade de vida dos pacientes.

 

Por Renata Moreira Xavier Madrid, Enfermeira Navegadora de Pacientes – Especialista em Oncologia

 

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