Métodos Contraceptivos

Métodos Contraceptivos

Segundo relatório da ONU, 79% das mulheres no Brasil utilizam algum tipo de método contraceptivo, como esterilização, camisinha, DIU e pílulas – que representam 24% deste total. Apesar disso, algumas mulheres desenvolvem problemas após o uso prolongado da pílula como é o caso das doenças venosas.

Por esse motivo, outros métodos contraceptivos surgem como alternativa, causando menos efeitos colaterais. Saiba mais sobre eles.

 

Métodos de barreira

anticoncepcional de barreira

São métodos removíveis que impedem a entrada do espermatozoide no útero. Somente a camisinha feminina e masculina previnem as doenças sexualmente transmissíveis.

Diafragma – é composto por uma membrana de silicone, em formato de cúpula e envolvida por um anel flexível. O diafragma é inserido na vagina antes da penetração do pênis para impedir a passagem do espermatozoide para o útero. O diafragma deve ser usado com uma geleia espermicida para ganhar mais lubrificação e aumentar a eficácia contraceptiva.
O diafragma deve ficar na mesma posição de seis a oito horas após o ato sexual para evitar a gravidez e deve ser removido após 24 horas.

Preservativo feminino – Também chamada de camisinha feminina, o preservativo é colocado antes da relação sexual. É necessário dobrar a argola interna ao meio e inserir no canal vaginal com cuidado, empurrando toda a sua extensão para dentro. A argola deve cobrir os grandes lábios. Após a relação sexual, torça a segunda argola e remova o preservativo.

Espermicidas – Os espermicidas são em forma de geleia, creme, comprimido, tablete e espumas e devem ser aplicados na vagina 15 minutos antes do ato sexual. Eles servem como barreira para impedir que os espermatozoides cheguem ao útero. Não é aconselhado usá-lo como método isolado e sim, em combinação com outro método contraceptivo.

Dispositivo Intrauterino (DIU) – É um aparelho pequeno e flexível que é inserido dentro do útero por um profissional da saúde. Só pode ser utilizado por pacientes saudáveis que não apresentem alterações em seus exames ginecológicos.

 

Métodos hormonais

imagem anticoncepcional hormonal

Controlam ou interrompem a ovulação, prevenindo a gravidez. Não previnem doenças sexualmente transmissíveis (DST)

Contraceptivo hormonal injetável – É feito com injeção de hormônios uma vez por mês ou a cada três meses. É eficaz apenas para evitar a gravidez.

Anel vaginal – O anel vaginal é feito com material bem fino e deve ser colocado na vagina durante três semanas. Na quarta semana, o anel é removido e após sete dias de pausa, um novo é inserido no canal. Os hormônios estrogênio e progesterona são absorvidos pela circulação e levam à inibição da ovulação. Um ginecologista deve acompanhar todo o processo deste método contraceptivo.

Adesivo cutâneos com hormônios – O estrogênio e progesterona dos selos são absorvidos pela pele e entram em contato com a circulação sistêmica O adesivo deve ser usado por 21 dias, seguido por uma pausa de sete dias.

 

Contraceptivo de emergência

pílulas anticoncepcionais

Também conhecido como pílula do dia seguinte, os contraceptivos de emergência foram criados para atender apenas um momento de necessidade, principalmente quando algum método contraceptivo falha durante a relação sexual como a camisinha, por exemplo.

A pílula do dia seguinte contém hormônios semelhantes aos contraceptivos orais só que em doses mais elevadas. Ela impede a liberação de óvulos pelos ovários e pode alterar a parede do útero, impedindo a implantação do óvulo fecundado.

Pode ser tomada até 72 horas depois da relação sexual, mas quanto mais rápido for tomada, mais alta é a sua eficácia. Em algumas mulheres, causa efeitos colaterais como dores de cabeça, dor no corpo, náuseas, diarreia, tontura e vômito.

É preciso ressaltar que a pílula do dia seguinte deve ser usada apenas como método de emergência devido às altas doses de hormônio que podem alterar o ciclo menstrual e o período fértil da mulher. De qualquer forma, é importante consultar um especialista antes de usar qualquer método hormonal.

 

Nosso especialista responde

O coordenador da Ginecologia e Obstetrícia do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama – Grupo Leforte, Dr. Raphael Garcia Moreno Leão, responde as principais dúvidas sobre métodos contraceptivos.

Quais são os métodos anticoncepcionais indicados para cada idade?
A idade não representa uma contraindicação para nenhum método anticoncepcional. Em relação aos métodos hormonais orais, as pílulas anticoncepcionais, procuramos utilizar uma menor quantidade de hormônios nas adolescentes e nas mulheres na perimenopausa.

Quais são os benefícios ou diferenças do DIU sem hormônio e com hormônio?
No Brasil, há dois tipos de DIUs (dispositivos intra-uterinos), o DIU de cobre e o DIU liberador de levonogestrel.
O DIU de cobre não tem hormônio e funciona como meio intrauterino hostil ao espermatozoide, evitando a fecundação. Com esse DIU a mulher menstrua normalmente e ele está contraindicado para pacientes que apresentem dor intensa às menstruações ou fluxo menstrual intenso.
Já o DIU liberador de levonogestrel é um DIU que libera hormônio. Esse DIU também age impedindo que o espermatozoide fecunde o óvulo. Com esse DIU, por volta de 70% das mulheres ficam em amenorréia (sem menstruar) e o restante tem sangramento, geralmente em menor quantidade e de forma irregular. O DIU liberador de levonogertrel é indicado para pacientes com cólicas menstruais intensas e fluxo menstrual aumentado.

 Quais os perigos do anticoncepcional para mulheres acima dos 30 anos? O uso contínuo aumenta as chances de trombose em todos os casos?
A idade da mulher não é uma contraindicação para pílula anticoncepcional. As pílulas anticoncepcionais combinadas, com estrogênio e progesterona, aumentam um pouco o risco de trombose em todas mulheres que fazem uso. O uso contínuo não aumenta esse risco. A pílula anticoncepcional combinada é contraindicada para mulheres que já tenham um fator de risco para trombose.

A pílula do dia seguinte pode ser tomada em qualquer idade? Quais são os riscos do uso contínuo?
A pílula do dia seguinte nada mais é do que uma pílula com uma dose alta de progesterona, e age tentando impedir a fecundação. Pode ser utilizada em qualquer idade, desde a menarca (primeira menstruação) até a menopausa (última menstruação). Por se tratar de uma dose alta de progesterona, o uso frequente da pílula do dia seguinte, pode causar inchaço, enjoo, vômitos, outros sintomas gastrointestinais e irregularidade menstrual. Além de ser um método anticoncepcional de exceção, e se usado com frequência, aumenta sua taxa de falha.

Contraceptivos injetáveis ajudam a mulher a engordar?
Existem dois tipos de anticoncepcionais injetáveis, os mensais, que são compostos por estrógeno e progesterona, e os trimestrais, que são compostos apenas por progesterona. Os anticoncepcionais injetáveis trimestrais são relacionados com maior retenção líquida e ganho de peso.

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