Litotripcia: a eficácia da terapia por ondas de choque

A eficácia da litotripsia e da terapia por ondas de choque

Usada desde a década de 1990 na Ortopedia, Fisiatria e Medicina Esportiva, a terapia por ondas de choque extracorpóreas ganha espaço na Urologia.

O aparelho que emite ondas de choque extracorpóreas (TOCE) já é bastante conhecido por sua eficácia, segurança e alta resolutividade no tratamento de problemas musculoesqueléticos na Ortopedia, Fisiatria, Medicina Esportiva, entre outras aplicações. Nos últimos anos, a mesma terapia tem mostrado bastante eficiência também na Urologia.

Em 2018, por exemplo, a terapia realizada com o aparelho modelo Duolith SD1 ultra (fabricante Suíça Storz Medical) foi classificada pela Associação Europeia de Urologia como de primeira linha para tratamento da disfunção erétil (impotência). Entre os diferenciais está a angiogênese, que é a atuação direta na causa da disfunção de origem vascular (circulatória), estimulando células locais a criar novos vasos sanguíneos.

O Hospital Leforte Liberdade é um dos primeiros do Brasil a contar com a tecnologia de ondas de choque extracorpóreas para essa finalidade.

“As aplicações são diferentes. A litotripsia é usada para fragmentar cálculos. No caso da disfunção erétil, provocamos uma regeneração de tecido vascular, e da Doença de Peyronie, além da regeneração de tecido, há um efeito analgésico. Na Ortopedia e Fisiatria, a ação também é analgésica e de regeneração de tecido”, explica o médico urologista César Augusto Ogawa, coordenador do Centro de Terapia por Ondas de Choque e Litotripsia do Hospital Lefort.

 

Procedimento – tratamento da disfunção erétil

O procedimento é ambulatorial, indolor, e o paciente volta às atividades normais no mesmo dia. Geralmente, são realizadas de 6 a 10 sessões, com duração de 15 a 20 minutos, duas vezes na semana. Praticamente não há registros de efeitos colaterais ou riscos, e a duração é de até dois anos.

Os mais propensos a desenvolver doenças vasculares (no caso, disfunção erétil circulatória) são pacientes com pressão arterial elevada, diabéticos, fumantes ou que apresentam aumento do colesterol ou triglicérides no sangue.

 

Aplicações na Ortopedia, Fisiatria e Medicina Esportiva

A terapia por ondas de choque extracorpóreas é uma alternativa não invasiva para pacientes que não respondem a terapias convencionais para:

  • Fasciíte plantar
  • Epicondilite na região do Cotovelo (cotovelo do tenista ou golfista)
  • Tendinite patelar (joelho do saltador)
  • Síndrome de stress tibial
  • Tendinopatia de Aquiles
  • Tendinite supra espinhal no ombro
  • Lombalgias
  • Inativação dos pontos de gatilho da Síndrome Dolorosa Miofascial

A terapia promove redução de inflamação e fibrose, e estimula a reparação e a cicatrização dos tecidos.

Dependendo do quadro clínico, o tratamento consistirá, em média, de 3 a 5 sessões (5 a 10 minutos de duração) em intervalos semanais, em regime ambulatorial, podendo retomar às atividades no mesmo dia. Praticamente não há efeitos colaterais ou riscos.

Quando usado para tratar a dor, cerca de 80% dos pacientes sentem redução progressiva ou eliminação da dor em poucas sessões. Para outros casos, cuja reparação dos tecidos leva mais tempo, o resultado completo pode demorar alguns meses.

O uso da terapia também é recomendado para:

  • Doença de Peyronie (Urologia)
  • Úlceras e pé diabético (Cirurgia Vascular)
  • Celulite (Estética)

O procedimento não é indicado em alguns casos, entre eles:

  • Crianças
  • Gestantes
  • Distúrbios de coagulação do sangue ou trombose
  • Doenças tumorais ou carcinomas
  • Uso de cortisona (corticosteroides) até 6 semanas antes do início do tratamento
  • Marca-passo ou outro aparelho cardíaco
  • Infecção no local a ser tratado
  • Uso de certas medicações (antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, entre outras)

 

Nossos especialistas estão à disposição para esclarecer dúvidas sobre a terapia por ondas de choque extracorpóreas e demais tratamentos. Entre em contato pelo (11) 3345-2258 e tire suas dúvidas.

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