Conscientização sobre a Leucemia

Leucemias: tipos, incidência e a importância da doação

As leucemias são distribuídas em quatro grupos – leucemias crônicas e leucemias agudas.

As leucemias crônicas acometem idosos e apresentam curso indolente. Muitas vezes os pacientes não têm sintomas e a suspeita ocorre pelo elevação na contagem de leucócitos no sangue, pelo aumento de linfonodos (gânglios) ou pelo crescimento do baço.

tratamentos leucemiaGraças ao avanço na última década com a aplicação de tratamentos via oral que atuam no nível molecular, estes pacientes vivem longos anos sem alteração na qualidade de vida, muitas vezes com a mesma expectativa de vida de pacientes da mesma idade sem a patologia.

Já as leucemias agudas podem ser Mielóide (LMA) e Linfoblástica (LLA). Acometem jovens e apresentam sintomas como febre, queda do estado geral, adinamia (fraqueza muscular), dor nas pernas, dor nas articulações e cefaleia. Alguns subtipos de leucemia podem causar sangramento espontâneo ou provocar hematomas pelo corpo.

A leucemia mielóide ocorre com mais frequência em adultos jovens. Por mais de 15 anos tratamos os pacientes com quimioterapia padrão e, muito recentemente (janeiro de 2019), conseguimos a aprovação de uma nova droga via oral que apresenta resultados promissores, e que poderá mudar o tratamento desta patologia aumentando as chances de cura nos próximos anos.

medicação leucemiaEm breve, também devem entrar no arsenal terapêutico para o tratamento da leucemia linfóide dois novos anticorpos monoclonais que obtiveram excelentes resultados. Este subtipo de leucemia possui maios incidência em crianças.

Nos Estados Unidos, em 2017 e 2018, uma nova modalidade de tratamento com terapia celular (a CAR-T) apresentou efeitos promissores e foi aprovada pelo FDA. No entanto, e apesar de todos os avanços, alguns casos continuam refratários e necessitam de transplante de medula óssea (TMO), razão pela qual é importante conscientizar a sociedade sobre doação de medula óssea.

Leia mais sobre tratamentos da leucemia.

 

A doação de medula óssea pode salvar vidas

img hemáciasPara se tornar um doador, basta procurar o hemocentro público de sua cidade e coletar uma amostra de sangue, a partir da qual será estudada a sequência gênica chamada HLA. Estes cadastros são inseridos em um banco de dados nacional chamado REDOME, e se algum dia um paciente com a mesma sequência de HLA precisar passar por um transplante de medula, o doador é convocado.  A doação ocorre por um procedimento simples chamado aférese, que se assemelha a uma hemodiálise.

(A partir do momento que uma pessoa se torna doadora, é fundamental que mantenha o endereço residencial e os contatos sempre atualizados).

Oncologia Clínica: saiba mais.

 

 


img Dr. Rodrigo Santucci

Dr. Rodrigo Santucci

Responsável pela Oncologia Clínica do Leforte Oncologia, Dr. Rodrigo Santucci possui graduação em Medicina, pela Universidade de Santo Amaro (2000), residência médica, pela Faculdade de Medicina do Abc (2005), onde atua como médico assistente do Departamento de Onco-Hematologia, e MBA em Gestão em Saúde, pela FGV. Tem prática em pesquisa Clínica, Educação Médica, Transplante de Medula Óssea, Oncologia e Hematologia. Há nove anos é diretor médico na Hemomed e passou por grandes centros, como o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o Moffit Cancer Center e o MD Anderson Cancer Center, nos EUA.

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