Janeiro Verde: mais saúde para a mulher

Combate e prevenção ao câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero ou cervical é o 3º tipo mais frequente e o 4º tipo de câncer que mais mata mulheres no país. De acordo com os últimos dados confirmados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), 5.727 mulheres morreram em 2015 no país vítimas da doença, e para o período 2018-2019, as estimativas são de 16.370 novos casos – risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres.

Veja no fim da página a incidência por tipo de câncer.

O Janeiro Verde surgiu justamente com a finalidade de alertar para a importância do diagnóstico precoce da doença, melhor medida no combate e prevenção ao tipo de câncer.

Para o coordenador do Centro de Oncologia do Leforte Oncologia, também presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (ABC), Ricardo Antunes, os números são alarmantes, uma vez que é relativamente fácil se prevenir contra o tipo de câncer.

 

 

O cirurgião oncológico lembra ainda que essa prevenção depende também de políticas públicas eficientes. “Esse alto índice de tumores do colo do útero está diretamente relacionado às condições sócio-econômicas da população e à falta de campanhas efetivas de prevenção e detecção precoce da doença”, reforça.

 

Câncer e o HPV

O câncer de colo do útero é geralmente causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV oncogênicos), transmitido durante relação sexual. Embora seja um tipo de infecção muito frequente e que na maioria das vezes não chega a evoluir para uma doença, pode acabar progredindo para câncer caso ocorram alterações celulares.

Saiba mais sobre o HPV aqui

O Papanicolau, exame preventivo que toda mulher com vida sexual ativa deveria fazer anualmente, é capaz de detectar um possível tumor. Na maioria das vezes, o câncer é curável. Daí a importância de campanhas estimulando que as mulheres façam o exame regularmente.

O coordenador do Centro de Oncologia do Leforte explica que alguns fatores podem aumentar o risco da contaminação, como início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. O uso de camisinha nas relações sexuais é um cuidado primário na prevenção do câncer de colo de útero.

 

Vacinação

A prevenção mais efetiva está na vacinação contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos – protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. “Infelizmente, a adesão à vacina tem sido baixa, e as campanhas não conseguem obter índice de cobertura esperado pelo Ministério da Saúde”, explica Ricardo Antunes.

 

 

Assim, a vacinação e a realização do exame preventivo Papanicolau se complementam como ações de prevenção ao tipo de câncer. Mesmo mulheres vacinadas devem fazer o exame periodicamente a partir dos 25 anos, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV.

Consulte aqui o calendário de vacinas para todas as idades. 

 

Números do câncer – incidência por tipo de câncer

Segundo o Inca, a base para a construção desses indicadores são números provenientes, principalmente, dos Registros de Câncer e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS).

 

Fonte: Ministério da Saúde / INCA / Estimativa de Câncer no Brasil, 2018

MS / INCA / Coordenação de Prevenção e Vigilância / Divisão de Vigilância e Análise de Situação

 

Leia aqui a Revista Bem-Estar, com temas muito importantes para pacientes em tratamento de câncer.

 

 

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