Fibromialgia

Autoconhecimento é decisivo no tratamento da fibromialgia

Síndrome que a Medicina ainda desconhece suas causas, a fibromialgia acomete parcela importante da população. Dor crônica, associada a diversos outros sintomas, é atribuída à doença.
Acompanhe entrevista com o médico do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama – Grupo Leforte, e especialista em Reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), dr. Carlos A. N. Bragaia.

 

O que é fibromialgia?

A melhor forma de definir fibromialgia atualmente é descrevê-la como uma síndrome dolorosa crônica. Na maioria dos casos, a dor ocorre de forma difusa, generalizada, e é a principal queixa do paciente com essa condição. No entanto, a fibromialgia deve ser compreendida como uma síndrome dolorosa, porque a existência de outros sintomas geralmente se faz presente. Entre eles destacam-se alterações do humor, como ansiedade ou depressão, fadiga ou cansaço, alterações do sono, dores de cabeça ou cefaleias, alterações intestinais, esquecimentos, dificuldade de memória ou concentração.

 

Qual a incidência da fibromialgia na população?

Trata-se de uma condição relativamente frequente e sua prevalência geral na população brasileira está em torno de 3%, sendo quase dez vezes mais comum em mulheres. Geralmente, inicia-se por volta dos 35 aos 45 anos de idade, podendo, porém, acontecer de forma precoce. Existe também maior tendência hereditária da doença, bem como maior prevalência em pacientes portadores de transtornos de depressão ou de ansiedade.

 

Como eu descubro se tenho fibromialgia?

Não existe um exame complementar que faça o diagnóstico de fibromialgia. O exame físico e a entrevista com o médico reumatologista são os principais pilares do diagnóstico da doença. Os novos critérios em uso foram elaborados em 2010, pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR), e envolve uma avaliação do índice de dor crônica generalizada e de outros sintomas gerais (fadiga, alteração de sono, alterações cognitivas, sintomas somáticos) presentes na doença.
No geral, o médico reumatologista faz uma investigação de outras causas possíveis de dor para o paciente. Nesse sentido os exames laboratoriais e de imagem visam excluir outras possíveis patologias associadas à dor, tais como artrite reumatóide, espondiloartrites, osteoartrites, tendinites, LER/DORT, entre outras.

 

 

Há cura para fibromialgia?

Não há um tratamento curativo para a doença. O autoconhecimento da condição, ou seja, a educação do paciente é o ponto central do tratamento. A abordagem multidisciplinar com terapia medicamentosa e não-medicamentosa é fundamental. Exercícios físicos aeróbicos são amplamente recomendados e mostram benefício real na redução da dor crônica. Fisioterapia; psicoterapia e Terapia Cognitivo-Comportamental devem ser individualizadas.
O tratamento medicamento visa a melhora da dor, do sono e da qualidade de vida, tendo destaque os antidepressivos e os neuromoduladores. Muitos pacientes necessitam da associação de fármacos, sendo que a escolha dos mesmos precisa ser particularizada, de acordo com os principais sintomas em cada caso.

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