fevereiro laranja

Fevereiro Laranja: o momento do alerta para a leucemia

Conhecer a leucemia é importante, pois o diagnóstico preciso e precoce faz toda diferença no tratamento

Com fevereiro, chega a época de conscientização sobre a leucemia, doença que tem origem na medula óssea, local onde as células de sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas) são formadas. 

Ao longo dos anos, os tratamentos para a leucemia têm mudado muito, fruto de intensa pesquisa, sempre visando oferecer mais conforto ao paciente e melhores resultados segundo Rodrigo Santucci, coordenador da oncohematologia e do serviço de transplante de medula do Grupo Leforte.

Ele explica que existem alguns tipos de leucemia. São eles: leucemia aguda (com o subtipo mielóide aguda e linfóide aguda) e leucemia crônica (que se divide em mielóide crônica e linfóide crônica).

A causa da leucemia ainda é desconhecida. Nas pessoas diagnosticadas, há um acúmulo de células doentes na medula óssea, ocupando o lugar das células saudáveis. 

No Brasil, dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mostram que a cada ano cerca de 10 mil pessoas são diagnosticadas com alguma leucemia.

 

Rodrigo Santucci, coordenador da oncohematologia e do serviço de transplante de medula do Grupo Leforte.

Rodrigo Santucci, coordenador da oncohematologia e do serviço de transplante de medula do Grupo Leforte.

 

Os tipos e subtipos da leucemia

A leucemia pode aparecer na forma crônica ou aguda.

As crônicas evoluem lentamente e os sintomas são mais amenos, mas podem se agravar com o tempo. No caso das agudas, o número de células leucêmicas cresce rapidamente e a evolução é acelerada.

Além de ser agrupada com base na velocidade com que a doença evolui, a leucemia é também classificada tomando-se por base os tipos de glóbulos brancos que elas afetam. Daí os subtipos linfóide ou mielóide. O primeiro se caracteriza por atingir as células linfóides. O segundo, as células mielóides. 

Assim, são quatro os tipos mais frequentes de leucemia:

  • Leucemia linfóide crônica: afeta células linfóides e se desenvolve de forma lenta. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença tem mais de 55 anos. Raramente afeta crianças.
  • Leucemia mielóide crônica: afeta células mielóides e se desenvolve vagarosamente, a princípio. Acomete principalmente adultos.
  • Leucemia linfóide aguda: afeta células linfóides e agrava-se de maneira rápida. É o tipo mais comum em crianças pequenas, mas também ocorre em adultos. Costuma ter bom prognóstico em crianças: 90% dos pacientes tem boas respostas ao tratamento e se curam.
  • Leucemia mielóde aguda: afeta as células mielóides e avança rapidamente. Ocorre tanto em adultos como em crianças, e a incidência aumenta conforme a idade cresce.

 

No caso da forma aguda da doença, as células que dão origem aos componentes do sangue (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas) sofrem alterações. 

A leucemia mielóide se diferencia dos outros tipos pela presença de uma anormalidade genética nos glóbulos brancos. De acordo com o especialista, nos pacientes com o tipo mielóide, estudos mostraram que existe uma translocação (fusão de uma parte de um cromossomo em outro cromossomo) em dois cromossomos, os de número 9 e 22.

 

Sintomas da leucemia e exames não devem ser negligenciados

Os sinais iniciais da leucemia podem ser confundidos com os de outras doenças, como gripe, resfriado. São eles cansaço, sonolência, dor nas juntas, dor no corpo, palidez, falta de ar, dor de cabeça. 

 “Quando um hemograma mostra alterações nos leucócitos, o caso pede atenção redobrada”, afirma Santucci. “Nem toda anemia é por falta de ferro ou de vitamina”, avisa. O exame pode indicar leucemia, especialmente se o paciente apresentar alterações nos leucócitos (aumentados). 

“Muitas vezes esse dado passa batido em consultórios de médicos clínicos ou ginecologistas, por exemplo. É preciso desconfiar em certas situações e consultar um hematologista, para uma avaliação mais apurada”. 

Quando há diminuição de glóbulos brancos, há baixa de imunidade. E, no caso  de redução de plaquetas, o paciente pode ter sangramentos na gengiva, nariz e manchas roxas na pele.

Em algumas pessoas aparece um inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço e axilas, febre e suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações,  conforme informações do Inca. 

 

Cansaço persistente é um dos sintomas iniciais da doença

Cansaço persistente é um dos sintomas iniciais da doença

 

Tratamentos para leucemia

Depois de instalada, em alguns tipos a doença progride rapidamente, exigindo que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia.

“As formas agudas são tratadas com quimioterapia padrão. É preciso ainda controlar infecções e hemorragias. O tratamento é mais intenso. Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea”, diz o especialista.

O tratamento da leucemia mielóide crônica não é feito com quimioterapia. Essa leucemia decorre do surgimento de um gene específico, capaz de aumentar a multiplicação celular através da proteína  tirosina quinase. Sendo ministrado medicamento oral da classe dos inibidores de tirosina quinase. 

Para o Inca, esse é um tratamento considerado “alvo específico”, porque ele inibe a multiplicação das células cancerosas, e não das células normais do organismo. Alguns casos de resistência ou falha ao tratamento inicial podem necessitar de quimioterapia e transplante de medula óssea.

Em geral, na forma crônica, a medicação é tomada sempre por via oral, por longo tempo, com boa tolerância e poucos efeitos colaterais. “Bem controlada, ela é tratada como outras doenças crônicas, a exemplo do diabetes, hipertensão”, explica Santucci.

 

Centro especializado no transplante de medula óssea

Os pacientes diagnosticados com leucemia no Leforte ou tratados pela rede recebem atenção diferenciada, de acordo com médico. “Temos um centro completo para tratar todas as leucemias possíveis. São 9 leitos dedicados aos que precisam de transplante”.

 

Oncologia Leforte Higienópolis.

Conforto e segurança no Oncologia Leforte Higienópolis.

 

Para evitar infecções oportunistas existe um aparato tecnológico especial. 

Seguindo normas recentes dos Estados Unidos, o hospital oferece, para a leucemia linfóide, quimioterapia padrão, terapia alvo e anticorpos monoclonais com bons resultados. O banco de sangue do hospital oferece terapia de células tronco e os pacientes diagnosticados têm acesso a exames de ponta, como o     PET-Scan oncológico. “Temos um excelente corpo médico e equipe de enfermagem especializada, que faz toda diferença”, finaliza Santucci.

 

A modelo da foto de abertura dessa matéria é paciente do Leforte, Amanda Silva dos Santos, exemplo de superação e otimismo. Ela participou do ensaio “Viver está na moda”, na última edição da Revista Bem-Estar.  Confira: https://www.leforte.com.br/revista-bem-estar/

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