Simpósio lesão medular

Especialistas discutem novos tratamentos para lesão medular

3 abr 2019 Releases

Em estudo, terapia de células-tronco neuromultipotentes será debatida

Os traumas causados na medula espinhal, as consequências e os avanços nos tratamentos serão abordados no Simpósio de Inovação no Tratamento das Injúrias da Medula Espinhal, que acontecerá no próximo dia 13/04 (sábado), em São Paulo.

Promovido pelo Grupo Leforte, o evento contará com grandes nomes da área, entre eles o Dr. Ahmad Galuta, da Universidade de Ottawa, do Canadá. O especialista falará sobre estudos que estão em estágio avançado para o tratamento da lesão medular, com o uso das chamadas células-tronco neuro multipotentes, que são capazes de se reproduzir de forma limitada, mas bastante especializada, conforme a parte do corpo da qual são originadas.

“A lesão medular é uma das condições mais catastróficas que pode ocorrer com o ser humano, seja no âmbito físico, social ou psicossocial. É importante termos todos os avanços em tratamentos, mas precisamos atuar na prevenção, uma vez que muitas das causas são evitáveis”, ressalta o Dr. Rogério Aires, neurocirurgião do Hospital Leforte e membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e da Academia Brasileira de Neurocirurgia (ABNc).

Atualmente, existem outras técnicas disponíveis para a regeneração de lesões menos graves, utilizadas entre atletas nos Estados Unidos e na Europa, mas que ainda não são regulamentadas no Brasil.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil, estima-se que ocorram 10 mil novos casos de lesão medular por ano, provocados em sua maioria por traumas como acidentes de trânsito, quedas de grandes alturas e violência. Grande parte dos casos ocorre com homens. O especialista também ressalta que os números podem ser maiores, uma vez que o País não possui o registro compulsório desses acidentes

Nos Estados Unidos, aproximadamente 12 mil casos ocorrem a cada ano. Desse total, 4 mil vão a óbito antes de chegarem ao hospital e outros mil irão falecer na hospitalização. Esse quadro resulta em gastos de US$ 4 bilhões por ano em tratamento cirúrgico, de reabilitação ou gastos com aposentadoria.

Atenção durante o resgate

O atendimento pré-hospitalar envolve todas as ações que ocorrem na cena do acidente que motivou a lesão. Um dos objetivos é não agravar a lesão, com a espera por um profissional habilitado.

“Os cuidados com o paciente com lesão medular começam desde o momento em que ocorre o evento até a total independência do paciente. As células-tronco são extremamente importantes no tratamento, mas evitar acidentes é o melhor caminho”, afirma o Dr. Rogério Aires.

Situada dentro da coluna vertebral, composta por 33 vértebras que juntamente com os músculos exercem as funções de sustentação, equilíbrio e movimento, a medula espinhal é a responsável pelas conexões entre o cérebro e o corpo, permitindo nossos movimentos e sentidos, como calor, frio.

De acordo com o Dr. Aires, há pouca literatura sobre o quanto a medula espinhal precisa se manter intacta para continuar com sua uma função neurológica distal (parte mais afastada do tronco ou do ponto de origem), embora uma mínima função residual motora tem sido observada em pacientes com lesão incompleta

Serviço
Simpósio de Inovação no Tratamento das Injúrias da Medula Espinhal
Data: 13/04/2019
Horário: das 08h00 às 12h
Local: Auditório Hospital Leforte Liberdade
Endereço: Rua Barão de Iguape, 209 – Liberdade
Mais informações: https://www.leforte.com.br/i-simposio-internacional-tratamento-injurias-medula-espinhal/

Sobre o Leforte
Atualmente, o Grupo Leforte possui três unidades hospitalares que somam 620 leitos, sendo duas em São Paulo, nos bairros da Liberdade e do Morumbi, e outra em Santo André, no ABC Paulista. Também possui unidades especializadas em Oncologia, em Higienópolis, Alphaville e Osasco, e uma voltada para Pediatria, em Santo Amaro, além de policlínicas em Alphaville e Cotia. O Leforte é o Hospital Oficial do GP Brasil de Fórmula 1.

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