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Em defesa da amamentação

“Capacite os pais e permita a amamentação, hoje e no futuro!”

Esse é slogan da Semana Mundial de Amamentação de 2019, que vai de 1º a 7 de agosto. A frase foi definida pela Aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA, em inglês) e tem a finalidade de incentivar que se crie uma “rede de proteção” em favor da lactação, e que isso ocorra de forma inclusiva, considerando os diferentes modelos de família.

Representantes da WABA afirmam que a mulher precisa encontrar apoio nos familiares, no trabalho, na comunidade, ou seja, deve estar em ambientes favoráveis, que a amparem e a estimulem a amamentar o seu bebê.

A Semana Mundial da Amamentação foi criada em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), e desde o início defende o direito da mulher e do bebê ao aleitamento materno seguro. No Brasil desde 1999, a ação é coordenada pelo Ministério da Saúde.

A amamentação é tão importante que também ganhou sua cor e mês. Agosto e dourado simbolizam a lactação e chamam a atenção de toda a comunidade para sua relevância.

 

Leite materno, alimento personalizado para o bebê

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Há pouco mais de 1 ano, a revista Superinteressante, da Editora Abril, publicou matéria com alguns dos principais pesquisadores sobre leite materno e destacou: “Leite materno é a bebida mais valiosa do mundo”. Isso porque, segundo os estudos, o leite materno traz riqueza de nutrientes que nenhum outro alimento possui, como água e gordura, vitaminas, açúcares, substâncias anti-inflamatórias, sais minerais, células-tronco, microRNA e componentes ainda não identificados.

E os especialistas da área da epigenética ainda enfatizam uma característica surpreendente do leite materno, que a possibilidade de oferecer uma carga maior de anticorpos em determinada fase, ou seja, é um alimento personalizado!
 
 
 

Amamentar salva vidas

As taxas globais de aleitamento materno parecem relativamente boas, mas existem importantes variações entre países, regiões, culturas e níveis de instrução, e essas diferenças acabam refletindo nas porcentagens. Segundo estudos de entidades internacionais, somente 40% de todos os bebês com menos de 6 meses são alimentados exclusivamente com leite materno. Na região das Américas esse número cai para 38%, e só 32% continuam amamentando até os 2 anos de idade.

O objetivo da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) é, até 2025, elevar para 50% a porcentagem de crianças que recebem somente o leite materno até seis meses na América Latina e Caribe.

Ao aumentar os números da amamentação, seguindo as recomendações, pelo menos 823.000 mortes de crianças poderiam ser evitadas todos os anos. É preciso lembrar que o estômago do bebê é muito pequeno, e quando ele recebe, de forma alternada, chazinhos ou algum tipo de papinha, esse pequenino espaço deixa de receber um alimento completíssimo, fundamental para o fortalecimento da saúde da criança nos primeiros meses, reduzindo em até 14 vezes o risco de morte por diarreia e em 3,6 vezes o risco de óbito por infecções respiratórias.

 

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