Dia internacional da infecção Hospitalar

Dia Nacional de Controle das Infecções Hospitalares

As infecções hospitalares podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos, entre outros microorganismos, mas o tipo mais comum é causado por bactéria. Naturalmente, bactérias moram em nossa pele e mucosas, fazem parte da nossa flora e ficam presentes no ambiente, por exemplo, na superfície da mesa ou na maçaneta da porta.

Por esse motivo, a Campanha Anual de Higienização das Mãos é importante para prevenir a transmissão dos microorganismos e infecções. Não basta só lavar as mãos. É necessário que elas sejam higienizadas no momento correto.

De acordo com a médica infectologista e coordenadora corporativa SCIH, Emy Akiyama, se o profissional da saúde higienizar as mãos no corredor, tocar a maçaneta da porta e depois tocar o cateter do paciente, pode haver transmissão de uma bactéria presente no ambiente e resultar numa infecção de corrente sanguínea.

Então, devemos treinar os profissionais não apenas sobre a importância do processo, mas também sobre usar a técnica adequada, no momento certo. Veja a entrevista com a médica infectologista sobre o tema.

 

L- Devemos comemorar a data de hoje ou ainda precisamos avançar muito nas questões de infecção hospitalar? Por que?

E- Temos muito a comemorar, pois muito foi aprendido nas últimas décadas sobre prevenção de infecções hospitalares. A portaria 2616 de 1998 do Ministério da Saúde regulamentou as Comissões de Controle de Infecção no Brasil, determinando a obrigatoriedade deste serviço nos hospitais. E diante da complexidade dos pacientes, principalmente aqueles internados nas Unidades de Terapia Intensiva, onde o risco de infecções é maior. Os controles de infecção com certeza ajudam a garantir a segurança de pacientes.

 

L: Atualmente, como os hospitais tratam o tema infecção hospitalar?

E: Todos os hospitais no Brasil e no Mundo têm evoluído na diminuição das infecções. No momento, o mundo inteiro enfrenta o problema da resistência bacteriana, causando infecções nos hospitais e na comunidade e este é o foco de trabalho nos próximos anos da Organização Mundial da Sáude (OMS) e do Ministério da Saúde: o uso racional de antibióticos.

 

L- Entre os problemas mais habituais nos hospitais, infecções hospitalares ocupam que importância?

E- Possuem enorme importância, pois podem resultar em prolongamento da internação hospitalar e sofrimento ao paciente.

 

L- A gravidade das infecções variam bastante, certo? Dependem do quadro clínico do paciente?

E- Varia desde quadros leves de infecção, que não necessitam de internação, até infecções graves com necessidade de internação em UTI com potencial risco de morte.

 

L- Quais perfis estão mais vulneráveis às infecções hospitalares?

Todos os pacientes estão vulneráveis, incluindo a perfil de pacientes com algum tipo de alteração nas funções imunológicas como em pacientes em tratamento oncológico.

 

L- Quais ações o Hospital Leforte desenvolve para conscientizar sobre o problema?

E- O Hospital além de realizar a Campanha anual de Higienização das Mãos, também trabalha com a equipe assistencial todas as outras medidas de prevenção de infecção, os denominados “bundles” ou traduzindo, o pacotes de medidas de prevenção de infecções. Também realiza treinamentos em Precauções e Isolamentos, para que não haja também a transmissão de infecções entre pacientes e de pacientes para colaboradores do hospital.

As questões da higiene do ambiente também são importantes para o Hospital, por isso, treinamentos e busca por novos produtos são constantes.

 

L- Os profissionais da saúde são os principais focos das campanhas, mas os visitantes precisam tomar os mesmos cuidados de higienização – lavar bem as mãos ou higienizar com álcool, certo?

L- Sim, neste ano nossa Campanha de Higienização das Mãos terá o foco centrado no paciente e no visitante, assim criamos os 5 Momentos do paciente e do visitante.

Veja aqui

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