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Desmistificando o câncer

Por Hézio Jadir Fernandes Junior, coordenador da Oncologia Clinica do Grupo Leforte


imagem remédiosQuando falamos a palavra câncer, nos referimos a um conjunto de mais de cem tipos de doenças e que acometem praticamente toda a “economia corporal”. Por muitos anos, o câncer foi tido como um sinônimo de doença incurável, tanto que ainda hoje algumas pessoas se negam a pronunciá-la, substituindo-a por “aquela doença” ou “doença ruim”.

O câncer, de maneira geral, deve ser pensado, falado e discutido principalmente por que sua incidência e prevalência em nosso meio são enormes. Da mesma forma, as causas, em grande parte, podem ser combatidas, evitando assim o aparecimento de tumores.

Diferentemente das doenças infecto-contagiosas e das doenças degenerativas, o câncer destaca-se pela formação de um tecido constituído por células autônomas e com habilidades e capacidades bem diferentes daquelas que o antecederam. E a possibilidade de invasão tecidual e de metástase são marcas reconhecidas das neoplasias malignas.

Conheça mais sobre diferentes tipos de câncer.

O câncer aparece como segunda principal causa de morte, atrás das doenças cardiovasculares, mas tenderá a ser mais emergente. Algumas características próprias da célula tumoral são historicamente conhecidas, como, por exemplo:

  • sua proliferação descontrolada e com total independência
  • perda de mecanismos inibitórios para seu crescimento
  • aparecimento de alterações morfológicas claras que a diferenciam das células do tecido original
  • perda da capacidade de adesão funcional às células vizinhas ou à membrana basal
  • capacidade de invadir tecidos vizinhos

Além disso, as células tumorais apresentam certa “imortalidade”, pois perdem mecanismos de morte celular, conhecido como apoptose.

Os avanços na área da genética e mais recentemente no entendimento molecular das doenças têm propiciado, nas últimas décadas, enorme evolução no conhecimento médico. Acredita-se que tal evolução será ainda maior nos próximos anos, o que deverá acarretar até mesmo no desaparecimento de outras patologias.

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Prevenindo e rastreando o câncer

imagem pesquisa médicaSabemos que cerca de ¾ dos cânceres são provocados por causas externas, como exposição a radiações ionizantes, consumo de certos tipos de alimento, drogas e medicamentos, vírus, toxinas, poluentes, hábitos, entre outros, e mesmo assim não conseguimos reverter efetivamente as estatísticas de câncer.

Assim, atuar profilaticamente no tipo patologia implicaria em eliminar fatores de risco. Quando usamos o exemplo do câncer de pulmão, a eliminação do tabagismo resultaria em quedas importantes no número de casos. O mesmo ocorreria com o câncer de pele se houvesse maior restrição à exposição solar ou mais adesão ao uso de filtro solar.

E além dos agentes externos, há ainda a predisposição genética, cada vez com maior guarita em nosso meio. Ou seja, diferentemente das doenças infecciosas, cuja proteção pode ser garantida com a vacinação, a prevenção ao câncer é algo maior.

Prevenção primária ao câncer está longe de ser alcançada de forma efetiva. Em muitos casos, é complicado atuar nesse sentido contra o câncer, pois nem sempre é possível visualizar um fator causal primordial, além de que tais fatores atuam de forma distinta em cada indivíduo.

A boa notícia é que, em contrapartida, a prevenção secundária (o emprego de técnicas para o diagnóstico precoce e rastreamento populacional) tem se mostrado bem mais efetiva. Mas existem desafios pela frente, como encontrar respaldo no âmbito da saúde pública para tornar mais acessíveis exames preventivos e informação; e na esfera social, mudar o hábito das pessoas, para que se atentem à importância dos exames de rotina e se preocupem de fato com prevenção de doenças.

Leia sobre câncer.

Programas de rastreamento eficientes devem ser:

  • de fácil aceitação pela população atuar positivamente na diminuição da morbimortalidade por determinadas doenças
  • confiáveis
  • abrangentes
  • de sensibilidade e especificidade comprovadas
  • com pouco custosos
  • isentos de efeitos secundários (seguros)

 

E a base para implantação de um programa de rastreamento e detecção pré-clínica do câncer exigem que:

  • conheça a prevalência de neoplasias na população
  • identifique grupos de risco
  • aplique exames periódicos
  • cuide da relação custoXbenefício
  • reserve recursos, assim como critérios para avaliação e encaminhamento de casos diagnosticados

 


Dr. Hézio

Dr. Hézio Jadir Fernandes Junior

Coordenador da Oncologia Clinica do Grupo Leforte

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