Desconhecimento e demora no atendimento aumentam incidência de óbitos pelo AVC

25 out 2018 Releases

Maioria da população não sabe os sinais e sintomas da doença


 

A data de 29 de outubro marca o Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), a causa mais frequente de óbito na população adulta no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, 10% das mortes nesta faixa etária são causadas por esse tipo de ocorrência, mesmo percentual observado nos casos de internações hospitalares na saúde pública. Os AVCs são classificados como hemorrágico ou isquêmico, este último representando mais de 80% dos casos.

“Entre os países da América Latina e Caribe, o Brasil apresenta a quarta taxa de mortalidade, decorrente da falta de informação. Embora uma em cada seis pessoas possa ter o problema, apenas 8% dos pacientes sabem dos seus principais sinais e sintomas”, afirma José Luciano Monteiro Cunha, coordenador da área de Neurologia do Hospital Leforte. O especialista reforça a importância da atenção a um ou mais sintomas de forma súbita: alteração da fala, alteração da visão, dificuldade motora, perda de sensibilidade e náusea.

Resultado da insuficiência no fluxo sanguíneo em uma determinada área do cérebro, o AVC ocorre por motivos diferentes como formação de coágulos em placas de gordura nas artérias do pescoço ou do cérebro, embolia de coágulos a partir do coração, ou alterações dos vasos cerebrais como aneurismas e mal formações arteriovenosas. Dentro dessas causas, os principais fatores de risco são a hipertensão arterial, o diabetes melitos e o colesterol elevado.

Com a falta de oxigênio provocada pela ocorrência do AVC, os neurônicos tendem a morrer em um período de tempo de 5 a 6 minutos. “Estamos falando de uma doença tempo-dependente. Ou seja, quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de recuperação completa. Por isso, a realização do atendimento no prazo máximo de 4h30 depois do início dos sintomas é importante para o tratamento com trombolíticos (remédios que dissolvem os trombos sanguíneos) e 8h para os casos mais graves, nos quais precisamos fazer uma trombectomia mecânica (cateterismo cerebral, também chamado de tratamento endovascular)”, ressalta Bruno Gonzales Miniello, que também atua na coordenação da Neurologia da instituição.

Entre as sequelas que a doença pode causar estão: dificuldade de andar, dificuldade para falar e entender o que é dito, falta de coordenação motora, perda de sensibilidade, cegueira ou distúrbios incapacitantes da visão.

 

Telemedicina a favor do tempo

A neurologia é a especialidade responsável pelo tratamento do AVC. Para integrar a assistência, o Hospital Leforte implantou um serviço de telemedicina que permite o contato entre os profissionais por videoconferência 24h todos os dias. Na unidade da Liberdade, em torno de 30% das internações são decorrentes de doenças cerebrovasculares. Desde a implementação do projeto, em julho, foram tratados 40 casos de AVCs na emergência. Essa modalidade de atendimento permitiu que os pacientes pudessem voltar para suas atividades diárias de forma mais rápida e com menos sequelas.

 

Sobre o Leforte

O Grupo Leforte possui três unidades hospitalares que somam 620 leitos, sendo duas em São Paulo, nos bairros da Liberdade e do Morumbi, que têm certificação pela metodologia canadense Qmentum International, nível Diamante, e outra em Santo André, no ABC Paulista. Também possui unidades especializadas em Oncologia em Higienópolis e Alphaville e uma voltada para Pediatria, em Santo Amaro.  O Grupo possui grande tradição nas áreas de Cardiologia, Neurologia, Oncologia, Traumatologia, Pediatria e transplantes de medula, fígado, pâncreas e rins. Desde 2017, o Leforte é o Hospital Oficial do GP Brasil de Fórmula 1.

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