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Dengue volta a preocupar nesse verão

As condições climáticas , com pancadas de chuva frequentes e altas temperaturas, têm contribuído para que a proliferação do Aedes aegypti volte a crescer. E isso significa ameaça de surtos de dengue, além de risco de chikungunya, zika e febre amarela.

O Ministério da Saúde já fez um alerta para o risco para, pelo menos, 500 municípios do País, em especial na região Centro-Oeste. De acordo com dados do Ministério, a região registrou 93 mil casos suspeitos de dengue em 2018. O Sudeste do país vem em seguida, com 68 mil casos suspeitos.

Alguns fatores contribuíram para o aumento nos registros de casos, entre eles a disseminação de fake news, que também prejudicaram significativamente coberturas vacinais (contra poliomielite, febre amarela, entre outras). Leia mais aqui.

 

Casos notificados e confirmados

Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Secretaria Estadual da Saúde, o estado de São Paulo apresentou mais de 100% de aumento no número de dengue em 2018: só entre janeiro e agosto, foram 8.979 casos confirmados, contra 4.044 de 2017.

A capital paulista teve perto de 7.800 notificações, com 448 casos confirmados. Santo Antônio da Posse (distrito de Campinas), com 864 casos confirmados, e Araraquara, na região central do estado, com 709 casos, foram as cidades do interiro com mais registros da doença.

Em 2019, a cidade de Bauru, no centro-oeste paulista, já registrou 62 casos da doença. Durante todo o ano passado, foram 132 casos confirmados.

Além disso, as autoridades de saúde se preocupam ainda com um risco maior para chikungunya e zika, já que possuem o mesmo vetor – Aedes.

O Ministério da Saúde afirma que as ações de combate ao Aedes ocorrem durante todo o ano, mas há intensificação de pulverização e visitas domiciliares em épocas de chuva e calor.

 

Sintomas da Dengue

Sintomas da Dengue
Veja aqui mais sobre os sintomas da dengue.

 

Dengue no mundo, segundo a OMS

dengue no mundoA dengue é considerada hoje uma doença endêmica, presente em cerca de 120 países. Por ano, há uma média de 400 milhões de registros de infecção e quase 20 mil mortes.

O número de casos notificados passou de 2,2 milhões em 2010 para 3,2 milhões em 2015. Em 2015, foram registrados 2,35 milhões de casos apenas na Região das Américas, dos quais mais de 10.200 casos foram diagnosticados como dengue grave e causaram 1181 mortes. O ano de 2016 foi caracterizado por grandes surtos de dengue em todo o mundo. A Região das Américas registrou mais de 2.380 mil casos naquele ano, e somente no Brasil havia pouco menos de 1,5 milhão de casos, ou seja, cerca de três vezes mais do que em 2014.

 

Como se dá a transmissão da dengue

O principal vetor da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus pela picada de mosquitos fêmeas infectados. O período de incubação do vírus dura entre quatro e dez dias.
Uma pessoa infectada (sintomática e assintomática) passa a ser portadora e multiplicadora do vírus, e se um mosquito a pica, é infectado.

O Aedes aegypti vive em habitats urbanos e se reproduz principalmente em recipientes artificiais. Ao contrário de outros mosquitos, alimenta-se durante o dia, por isso as picadas são mais frequentes antes que o dia escureça. Em cada período de alimentação, o mosquito fêmea pica muitas pessoas.

 

Evite a formação de criadores – onde o mosquito deposita seus ovos

Elimine corretamente resíduos sólidos e possíveis habitats artificiais (pneus, vasos com água, sujeira nas calhas, vasilhames, garrafas e caixas d’água destampadas, entre outros)

 

Prevenção e controle

O único método realmente eficaz para prevenir a transmissão do vírus da dengue é combater os vetores do Aedes.

  • Evite a formação de criadores – onde o mosquito deposita seus ovos
  • Elimine corretamente resíduos sólidos e possíveis habitats artificiais (pneus, vasos com água, sujeira nas calhas, vasilhames, garrafas e caixas d’água destampadas, entre outros)
  • Use repelentes no corpo e no ambiente (veja os mais adequados para casos de pessoas com alergias)
  • Considere a colocação de mosquiteiros nas janelas
  • Vista roupas de mangas compridas em locais onde é sabida a alta incidência do mosquito
  • Estimule a participação e mobilização da comunidade no controle permanente dos criadouros
  • Cobre do poder público local o controle de vetores por meio da nebulização

Ao aparecerem sintomas como febre, dores nas juntas, intensa dor de cabeça, náusea e manchas vermelhas pela pele, procure imediatamente um pronto-socorro. Evite se medicar.

 

 

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