Como identificar câncer de laringe

Como identificar câncer de laringe, boca e orofaringe

12 jul 2018 Julho Verde

Atenção aos sinais

O diagnóstico precoce ainda é a maneira mais eficaz para a cura do câncer. No caso do câncer de cabeça e pescoço, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, 60% dos pacientes descobrem tardiamente a doença, o que aumenta as chances de óbito e sequelas.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre os homens, câncer de boca, laringe e demais sítios nessa região só perdem hoje para o câncer de próstata. Muito dessa incidência se deve ao tabagismo e alcoolismo.
Saiba mais sobre dois tipos de câncer de cabeça e pescoço.

 

Câncer de Laringe

Representa cerca de um quarto dos tumores que acometem essa região e cerca de 4% de todos os tipos de câncer. Geralmente se origina nas pregas vocais, razão pela qual o sintoma inicial costuma ser rouquidão, dificuldade para se alimentar e dor no pescoço. Caso os sintomas permaneçam por 3 semanas, procure um médico especialista.
As centenas de substâncias carcinogênicas do cigarro o tornam a principal causa do câncer de laringe.

A associação tabagismo-álcool aumenta em mais de 30 vezes o risco de a pessoa desenvolver o tipo de câncer.
Cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, aplicadas isoladamente ou combinadas, são os tratamentos possíveis. O estágio do tumor e o perfil do paciente são considerados.

 

Câncer de boca e orofaringe

Origina-se nas células de estruturas da boca (lábios, o revestimento interior dos lábios e bochechas, os dentes, as gengivas, dois terços anteriores da língua, o assoalho da boca e o céu da boca) e na orofaringe (base da língua, palato mole, amígdalas e a parte lateral e posterior da garganta).

“Alguns cuidados simples podem ajudar sensivelmente para o diagnóstico precoce. O hábito de examinar lábios e toda a cavidade da boca ajuda a identificar sinais. Mas caso exista alguma suspeita, o ideal é procurar um médico especialista o quanto antes”, afirma o oncologista Hezio Jadir Fernandes Junior, do Leforte Oncologia.

Como identificar câncer de laringe, boca e orofaringe

O auto-exame pode ajudar na identificação de alguma anormalidade e contribuir para o diagnóstico precoce.

 

Prestar atenção nos sinais e sintomas é essencial, mas é preciso esclarecer que podem indicar tanto tumor maligno como um problema simples. Por isso apenas um médico poderá diagnosticar corretamente.

São eles: voz alterada, nódulos, inchaços, lesão na boca que não cicatriza em duas semanas, mancha nas mucosas, língua e amígdalas, dor constante, bochecha inchada, incômodo ou lesão na garganta, dificuldade de mastigar e engolir, mau hálito constante, dificuldade de mover a mandíbula e a língua, mais sensibilidade ao redor dos dentes. O oncologista alerta:

“Muitas vezes, senhoras chegam nos postos de atendimento com ferimentos na boca causados por aparelhos dentários, dentaduras ou placas mal ajustados. Traumatismos e processo inflamatório crônico podem evoluir para câncer, se não tratados”.

 

Alguns dos principais fatores de risco:

Alcoolismo – em média, 70% dos pacientes com câncer de boca são alcoólatras.

Tabagismo – não apenas cigarro, mas cachimbo e charuto também podem causar câncer nos sítios da boca e garganta, além de laringe (cordas vocais), pulmão, esôfago, rins e bexiga. O cachimbo traz um agravante, que é o contato dos lábios na piteira. Uso do fumo de mascar também é considerado fator de risco.

Alcoolismo + tabagismo – a combinação faz o risco aumentar diversas vezes.

Gênero – câncer de boca e orofaringe acomete duas vezes mais homens.

Faixa etária – incidência maior em pessoas com mais de 55 anos. Porém, cada vez mais jovens desenvolvem tipos de câncer devido à infecção por HPV.

HPV – cresce consideravelmente o número de casos relacionados ao Vírus do Papiloma Humano. O seu DNA tem sido encontrado em cerca de 60% dos pacientes de câncer de orofaringe (especialmente nas amígdalas), provavelmente decorrente de sexo oral.

Radiação Ultravioleta – pessoas que trabalham expostas por longos períodos ao sol têm mais chance de desenvolver câncer de lábio.

Imunossupressão – pessoas com sistema imunológico enfraquecido (portadores de AIDS, transplantados, entre outros) podem desenvolver câncer de boca e orofaringe.

Síndromes genéticas – pessoas com anemia de Fanconi ou disceratose congênita (esta última, com frequência rara), causadas por mutações hereditárias, trazem grande risco elevado de desenvolver câncer de boca e garganta.

Fontes: Oncoguia e Inca

 

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