Atenção ao câncer infantil

Câncer Infantil – sintomas e tratamentos

23 de novembro é uma data para alertar as famílias sobre os sintomas que podem acometer crianças e adolescentes, e indicar uma doença grave – câncer infantil.

Em agosto de 2017, aos 5 anos de idade, o menino Douglas Amaral Viana apresentou umas manchas na perna. A mãe achou que fosse resultado de uma picada de mosquito ou de alguma alergia, comum no organismo do filho.

Logo depois, o garoto começou a reclamar de uma dor no pé. Do pé a dor se alastrou para a perna. Praticamente de um dia para o outro, ele teve uma piora na intensidade da dor. Caminhar começou a ficar mais difícil.

Andrea Viana da Silva, sua mãe, achou que era hora de levá-lo a um hospital. No Leforte Morumbi, o menino foi avaliado e o médico que o atendeu, logo pediu um exame de sangue.

Acompanhada do marido, Andrea aguardou pelo resultado. Em duas horas, recebeu o diagnóstico. Depois de uma conversa com, o médico pediatra disse que, provavelmente, ele estava com leucemia, “segundo as alterações encontradas no exame”.

 

Notícia

A família levou um susto. Douglas foi internado na hora, para receber os primeiros cuidados especializados. “O médico disse que ele estava fraquinho, que precisava ficar no hospital para se prevenir de alguma infecção”.

O diagnóstico foi confirmado pela equipe da Pediatria Oncológica. “Foi um susto imenso, achei que o médico ia receitar um xarope, um remédio pra dor. Jamais imaginei que ele pudesse ter algo grave, muito menos ser internado.”

Douglas é uma das muitas crianças atingidas pela leucemia, uma das formas de câncer infantil mais comum.

Atualmente, após dois anos de tratamento, ele está bem. Segue ainda recebendo medicação e acompanhamento, mas retomou os estudos esse ano e já voltou à rotina de brincadeiras e passeios, interrompida pela doença.

 

Davi, em julho de 2019, como os pais Cristiano e Andrea

Douglas, em julho de 2019, como os pais Cristiano e Andrea

Seu caso, com final feliz, deve servir de alerta para muitas pessoas. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a previsão para este ano é de 12,5 mil novos casos de câncer infantil. Os números assustam.

 

Conheça a história de Davi, de 4 anos, que venceu um câncer.

 

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

Para que mais crianças sejam diagnosticadas precocemente e tratadas com rapidez, como foi o caso de Douglas, o Ministério da Saúde determinou 23 de novembro como Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil.

“Ter um dia para nos conscientizarmos sobre a doença é muito importante, até porque não há formas de prevenção do câncer infantil. Quando tratado logo, o câncer infantil pode apresentar até 80% de chance de cura, um índice muito alto. Ou seja, o diagnóstico precoce faz a diferença”, afirma Franciane Benicá, oncologista pediatra.

A maioria dos casos novos ocorre na região sudeste do país, segundo a médica. Isso porque aqui, além da maior concentração populacional, possui também hospitais mais complexos, capazes de fazer diagnósticos mais precoces.

Além da leucemia, como no caso de Douglas, são muito comuns em crianças e adolescentes os linfomas e os tumores do sistema nervoso central. O aparecimento de algumas doenças oncológicas têm causas relacionadas à predisposição genética.

“A importância desse dia 23 está em enfatizar os sinais e sintomas importantes, que podem chamar atenção para o câncer infantil”, diz Franciane.

Segundo ela, pais e responsáveis pelas crianças devem estar atentos especialmente a:

  • febre persistente, sem detecção de um foco infeccioso
  • caroço no pescoço (principalmente) ou em outras regiões do corpo
  • cansaço sem motivo aparente
  • sonolência
  • palidez
  • dores no corpo
  • manchas
  • náuseas e vômitos sem explicação
  • dor de cabeça
  • distensão aguda no abdômen, com presença de massa rígida

Mais sintomas

Embora seja assustador pensar no câncer infantil, a boa notícia, segundo a especialista, é que no corpo da criança, qualquer sintoma aparece mais rápido. Por exemplo, o endurecimento abdominal chama atenção muito mais facilmente na criança do que no adulto. Quanto mais ágil e preciso o diagnóstico, melhores as chances de cura.

“Ao menor sinal dos sintomas citados acima, os pais devem procurar um pediatra geral, para que a criança seja avaliada. Se for o caso, ele encaminha o paciente para um especialista, o oncopediatra”, afirma Franciane.

 

Menino sendo examinado

 

Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento também deve ser iniciado rapidamente. “Aqui no Leforte temos quatro diferenciais importantes: oncopediatra 24 horas por dia, tratamentos que utilizam protocolos médicos, modelos terapêuticos iguais aos empregados nos melhores hospitais do mundo e enfermaria pediátrica com equipe multidisciplinar apta para o tratamento oncológico”, explica.

“O que precisamos, de fato, é difundir a necessidade de olhar para esses sintomas, que muitas vezes se confundem com os de outras doenças. Mas só o  médico tem capacidade de avaliar corretamente”.

 

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Sobre os tratamentos

Dependendo do caso, o tratamento para o câncer infantil consiste em quimioterapia e/ou radioterapia e/ou cirurgia. Segundo Franciane, os resultados costumam ser muito bons, o que ajuda a tranquilizar os familiares. A terapia monoclonal, por exemplo, já apresenta alguns avanços em alguns tipos de tumor infantil. Ela faz com que a medicação quimioterápica atinja apenas a célula cancerígena, um sucesso em muitos tipos de tumores em adultos.

Mas, como apenas 4% da população mundial tem câncer infantil, faltam mais pesquisas nesse sentido. De qualquer forma, quando aplicada, ela causa menos efeitos colaterais no organismo, provocando menos queda de cabelo e menos risco de imunodeficiência.

Ao fim do protocolo de tratamento, a criança precisa ser acompanhada por mais cinco anos. Se o caso for de leucemia, deve fazer exames de sangue com frequência, como é com o Douglas. Após esse período, o paciente tem alta,  ou seja, é considerada curado.

Para colaborar com a melhora do organismo, é importante que a criança receba muita atenção dos familiares e, se possível, se tiver que se afastar da escola, que receba um atendimento domiciliar ou no próprio hospital, para que não fique muito prejudique sua trajetória pedagógica.

“É importante minimizar os efeitos desse afastamento momentâneo da vida escolar”, pontua Franciane. Ressalta, no entanto, que fundamental é ter muita atenção aos sintomas nas crianças e procurar assistência médica especializada o quanto antes.

 

O Leforte possui um centro de Pediatria avançado, com profissionais altamente especializados. Marque uma consulta aqui.

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