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Colesterol: mocinho ou vilão?


Na semana em que se discute colesterol, é importante saber as diferenças entre os chamados colesterol “bom” e colesterol “ruim”. Afinal, será que as pessoas sabem quais fatores provocam o aumento da taxa total do colesterol? Da mesma forma, será que entendem e o que fazer para evitar e combater taxas altas?

Devemos lembrar que o colesterol tem funções essenciais em nosso organismo, como a produção de alguns hormônios (vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares). São hormônios fundamentais, e ajudam na digestão das gorduras. Além disso, compõe a estrutura de membranas celulares e está presente no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele.

O excesso de colesterol no organismo é bastante prejudicial. Pode levar a doenças silenciosas e suas complicações podem desencadear infarto, AVC, problemas renais, síndrome coronariana aguda, angina e trombose.

resumindo, entender o que é e como manter o colesterol equilibrado no organismo é fundamental para uma vida com qualidade. Reunimos informações importantes sobre o tema, e você precisa saber.

 

Colesterol HDL – o bom


(High Density Lipoprotein ou lipoproteína de alta densidade)
Ajuda a levar o colesterol ruim para ser metabolizado no fígado, retirando-o do organismo.

 

Colesterol LDL – o ruim

 

(Low Density Lipoprotein ou lipoproteína de alta densidade)

Ajuda na formação de placas de gordura nas paredes das artérias, de tal forma que torna o fluxo sanguíneo difícil. Ou pior, obstrui a passagem de sangue para coração e cérebro, aumentando os riscos de doenças cardiovasculares.

 

Leia também sobre os tipos de gorduras que devem ou não ser consumidas.

A nutricionista Marisa Diniz desvenda o colesterol em artigo.

 

Veja a classificação das taxas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC):

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

 

Principais causas

Diversos fatores contribuem para o aumento do colesterol. Tendências genéticas ou hereditárias, tabagismo, obesidade, diabetes, idade e gênero (homens acima de 50 anos e mulheres durante ou depois da menopausa), sedentarismo, hipertensão e alimentação (que corresponde a 30% do colesterol no organismo). As grandes vilãs são as gorduras saturadas, presentes em alimentos de origem animal.

Assim, quanto mais combinações de fatores, mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e derrame cerebral. E quanto mais a pessoa confrontar esses comportamentos, mais eficiente deverá ser a prevenção.

 

Dieta balanceada

30% do colesterol do organismo vem da alimentação, portanto é essencial ter atenção ao que colocar no prato.

Para quem precisa baixar o colesterol, a nutricionista do Hospital Leforte, Marisa Diniz, orienta:

 

Afinal, óleo de canola faz bem? Leia aqui.

 

Prefira

  • Leite, iogurte e coalhada desnatados, queijo branco, ricota, cottage, requeijão light, margarina light ou creme vegetal.
  • Carne bovina magra (coxão duro e patinho), peito de frango e peito de peru.
  • Sardinha, atum e salmão.
  • Verduras à vontade: couve, alface, agrião, espinafre…
  • 2 colheres de sopa de farelo de aveia por dia.
  • Cereais integrais: pão, biscoito, macarrão e arroz.
  • Leguminosas diariamente: feijão, grão-de-bico, soja, lentilha, ervilha.
  • Azeite de oliva.
  • Abacate, amêndoa, castanha de caju, castanha do Pará e nozes.
  • Soja (leite, grãos, tofu, proteína vegetal texturizada).
  • Espinafre, abóbora, batata assada com casca, banana, figo.
  • Laranja, kiwi, limão, alho, couve-flor, brócolis, cenoura.

 

Sugestão de coquetel hipocolesterolêmico

  • 1 copo de suco de laranja ou leite desnatado
  • 1 banana
  • 2 colheres sopa de farelo de aveia

 

Evite

  • Margarina comum, manteiga, creme de leite
  • Leite, iogurte e coalhada integrais, queijos cremosos e amarelos (prato, parmesão, mussarela), nata de leite, gordura hidrogenada, banha animal, óleo e leite de coco.
  • Bacon, toucinho, linguiças, salame, paio, presunto e mortadela.
  • Pele de aves, gordura visível da carne, rim, fígado, coração.
  • Produtos industrializados congelados (empanados, hambúrguer).
  • Pães doces com cremes, biscoitos recheados, amanteigados.
  • Massas com molhos cremosos (base de molho branco ou queijos).
  • Sorvetes cremosos ou com gordura vegetal hidrogenada.
  • Doces concentrados como goiabada, doce de leite, bananada, chocolates, tortas, bolos com creme.
  • Bebidas achocolatadas.
  • Refrigerantes e bebidas alcoolicas.

 

 

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