Médicos em sala de operação realizando cirurgia

Cirurgias nos hospitais do Grupo Leforte durante a pandemia de Coronavírus: o que pacientes devem saber

8 maio 2020 Coronavírus

A pandemia de Coronavírus é a principal preocupação da área da saúde no momento, mas diversas outras patologias ainda ocorrem e precisam ser atendidas, como fraturas, problemas cardiovasculares, tratamentos oncológicos e outros. Cabe aos hospitais a garantia de um ambiente seguro para que esses pacientes possam ter acompanhamento e tratamento adequados. Saiba como as cirurgias necessárias estão funcionando durante esse período nos hospitais do Grupo Leforte.

 

Quais cirurgias estão sendo realizadas?

De acordo com uma instrução da OMS, apenas cirurgias emergenciais deveriam ser realizadas até o dia 31 de maio. Dessa forma, cirurgias eletivas, ou seja, aquelas consideradas como não urgentes, deveriam ser adiadas ou remarcadas. A medida tem como objetivo evitar a exposição do paciente a riscos de contaminação e diminuir a necessidade de leitos nos hospitais.

O Dr. Sérgio Gama, médico cirurgião e diretor técnico no Hospital e Maternidade Cristóvão da Gama, afirma que o conceito de cirurgia eletiva pode ser questionado em alguns casos. Segundo ele, existem patologias que não se discute a necessidade de uma intervenção cirúrgica rápida, como em casos de infarto, amputações, fraturas expostas e em alguns tratamentos oncológicos. No entanto, também existem cirurgias que são rotuladas como eletivas e que não podem esperar.

“Um paciente que tem cálculo biliar com dor recorrente, se não for tratado rapidamente, pode evoluir para uma complicação, como uma pancreatite. A gente sabe que o atraso, em alguns tipos de patologias pode trazer riscos e compromete o resultado final do tratamento” diz.

Dessa forma, a decisão de prorrogar ou não uma cirurgia eletiva no hospital do Grupo Leforte tem sido feita caso a caso, após uma conversa franca entre médico e paciente, considerando as queixas e os riscos.

 

Cuidados adotados pelo hospital do Grupo Leforte

Para que essas cirurgias ocorram sem riscos de contaminação pelo Coronavírus para os pacientes, para a equipe médica e de enfermagem, o Grupo Leforte também intensificou as medidas de segurança. Além de oferecer EPIs adequados ao corpo clínico, os hospitais estão:

  • Oferecendo testes rápidos, realizados em residências, para pacientes assintomáticos e que vão ser operados. O teste é colhido quatro dias antes da cirurgia, sem custo, na casa do paciente. É importante principalmente para aqueles que passarão por procedimentos cirúrgicos de grande porte, como cirurgias cardíacas, neurológicas ou para pacientes que vão ser entubados e que podem gerar algum tipo de aerossol.
  • Restringindo visitas e acompanhamento dos pacientes. O indicado pelo Grupo Leforte é que cada pessoa submetida a um procedimento cirúrgico tenha apenas um acompanhante, com circulação restringida pelo hospital. Visitas não são permitidas.
  • Separando fluxos e equipes de atendimento. Hoje, os hospitais do Grupo Leforte possuem dois fluxos separados: um para pacientes contaminados por Covid-19 e outro para pacientes não-Covid. Cada fluxo possui uma equipe multidisciplinar própria, ou seja, não há rodízio entre as equipes. Ao chegar no hospital para realização de uma cirurgia, o paciente se identifica na recepção do hospital e é encaminhado para internação. Todos os processos administrativos são realizados no leito, a fim de evitar circulação desnecessária.

“Os pacientes com Coronavírus têm que estar isolados e as equipes de atendimento separadas. Ele chega no hospital e não fica circulando, vai direto para o quarto e ali permanece. Não volta a circular pelo hospital até o dia da alta”, afirma o Dr. Gama. Da mesma forma, existe um fluxo para pacientes não-Covid, que chegam ao hospital e são encaminhados ao setor próprio.

 

Alívio do serviço de saúde

O objetivo das medidas de precaução é evitar a presença e circulação desnecessária de pessoas nos hospitais do Grupo Leforte, especialmente as que não estão contaminadas pelo Coronavírus. O isolamento social ainda se faz necessário para diminuir a propagação da Covid-19 e para alívio no sistema de saúde.

De acordo com o Dr. Gama, o número de traumas no trânsito e domiciliares diminuiu durante o período de quarentena, principalmente os casos de batidas de carro, moto e acidentes de alta energia. Dessa forma, o isolamento social também é uma forma de amenizar o número de patologias traumáticas nos hospitais nesse momento, contribuindo para a não-lotação de leitos.

 

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