Cirurgia plástica reparadora

Cirurgia Plástica Reparadora

Cirurgia Plástica Reparadora: conheça mais sobre o procedimento que pode muda vidas

A biomédica Camila Januário de Oliveira adora usar óculos – nesse ano, está ainda mais ansiosa para a chegada do verão. Parece um desejo simples, mas não para ela. Quando bebê, ela foi diagnosticada com hemangioma (um tipo de tumor benigno). Após a cirurgia para a retirada do tumor, ficou com a orelha direita colada ao rosto. Portanto, não havia apoio para a haste dos óculos. Somente em setembro último corrigiu o problema.

Camila de Oliveira“Fui a muitos médicos, mas eles, por cautela, não queriam me operar. Achavam que não ficaria bom”, conta.

Até que Camila conheceu o cirurgião plástico Tiago Henrique Costa, no Hospital Leforte. Com muita segurança, ele e sua equipe cuidaram do caso da biomédica. “Eu não deixava de usar óculos, mas muitas vezes tentava disfarçar o problema da orelha com o cabelo”, diz.

A situação era desconfortável. Ela conta que, na escola e faculdade, procurava sempre sentar próxima à parede, tentando esconder a orelha, para não criar constrangimento entre os colegas. A cirurgia, muito bem-sucedida, trouxe mais tranquilidade à Camila, que agora pode usufruir dos óculos à vontade.

 

Centro de Cirurgia Plástica Reparadora

Coordenador de equipe de Cirurgia Plástica e cirurgião plástico do Grupo de Feridas do Leforte, Tiago Henrique Costa diz que o hospital realiza pelo menos 350 cirurgias reparadoras por ano.

Ele está à frente de diversos tipos de procedimentos. As mais realizadas são as reconstruções de mama, especialmente em pacientes que tiveram câncer, e as pós-cirurgias bariátricas. O tratamento para pequenos tumores de pele também é bastante procurado, assim como as cirurgias para debelar feridas complexas – aquelas cuja cicatrização é difícil.

“São pacientes que têm diabetes ou que sofrem por conta de úlceras de pressão”, explica. Segundo ele, esse último problema é muito comum em quem está acamado há muito tempo, como pessoas que sofreram um acidente e ficaram paraplégicos ou tetraplégicos.

No Leforte, em 2018, foram realizadas cerca de 200 cirurgias somente em feridas complexas e lesões de pele. Além das cirurgias pós-bariátrica.

 

Pós-bariátrica

Segundo Tiago, cada pessoa que faz o procedimento para redução de peso passa por uma média de 1.8 cirurgias.

“Após uma perda ponderal massiva, seja por cirurgia bariátrica, dieta ou doença, o paciente geralmente apresenta uma sobra exagerada de pele. O conteúdo foi embora, mas o continente persiste inalterado”, explica. Esse excesso de pele gera dobras que dificultam o paciente de exercer atividades básicas: como caminhar e higienizar-se.

Coordenador do Centro de Obesidade do Hospital Leforte, o cirurgião Tiago Szego afirma que, no ano passado, foram realizadas cerca de 100 mil cirurgias bariátricas no Brasil. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Para Szego, trata-se de um número que está aquém do necessário.

Entre as técnicas aprovadas e feitas em maior quantidade, estão a *gastrectomia vertical (também chamada de sleeve ou gastrectomia de manga de camisa) e a **by-pass. Elas apresentam poucas complicações.  “A obesidade, se não tratada, traz consequências muito mais sérias para o organismo do que qualquer uma das técnicas cirúrgicas aprovadas”, diz Szego. Daí a importância de buscar tratamento.

*Procedimento é considerado restritivo e metabólico e nele o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (SBCBM).

**Procedimento misto: grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e desvio do intestino inicial, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade. Técnica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas.

Tipos de cirurgia bariátrica

 

Resultados satisfatórios com riscos controlados

De forma geral, as cirurgias plásticas reparadoras resgatam ou conferem autoestima e qualidade de vida aos pacientes. “Nosso objetivo é trazer o máximo de conforto ao paciente”, afirma Tiago Henrique Costa. Foi o que ocorreu no caso de Camila.

Outro paciente, o bancário Fábio Meneguel, de 36 anos, também passou por uma cirurgia que ilustra o valor da plástica reparadora. Fábio foi acometido por uma bactéria e diagnosticado com Síndrome de Fournier, uma infecção de rápida progressão que atinge a região do períneo (genital). A pele dessa região foi praticamente destruída, um período de intenso sofrimento. Fábio precisou ser internado para tratar a doença, mas não se livrou de passar por uma cirurgia para reconstrução da pele.

“O procedimento foi muito delicado e exigiu muita habilidade, pois para essa reparação, o doutor Tiago precisou pegar pele das minhas coxas. Fiquei com cicatrizes, mas nada se compara ao estado em que eu estava”, diz. A cirurgia foi realizada em abril e hoje, Fábio está completamente recuperado.

“Sem dúvida, procedimentos como esses trazem conforto e qualidade de vida ao paciente. Quando alguém é operado de câncer de pele no rosto, por exemplo, juntamente com a cirurgia, a pessoa perde pele saudável. Ela se cura do câncer, mas esteticamente pode ficar com a aparência que pode causar desconforto”, diz Tiago.

O mesmo ocorre com quem precisa fazer uma mastectomia (retirada da mama). A plástica já é realizada logo após que o tumor é extraído.

 

médicos e equipamentos de cirurgia

 

Evolução da cirurgia reparadora

Com a evolução das técnicas e dos materiais, as cirurgias reparadoras cada vez mais apresentam resultados positivos.

“Em pacientes pós-bariátrica, hoje é possível realizar, no mesmo tempo cirúrgico, com poucas complicações, correções nas coxas, mamas e abdômen, por exemplo”, explica Tiago Costa. As cirurgias costumam ser realizadas depois que o paciente estabilizou o peso, em geral um ou dois anos depois que passou pela bariátrica.

Em tipos de câncer de pele, onde o diagnóstico tem sido cada vez mais precoce, (segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia), as chances de cura ultrapassam os 90% e os resultados cirúrgicos são quase imperceptíveis.

De forma geral, os riscos da plástica reparadora, por ser uma cirurgia eletiva, são facilmente controláveis. Os pacientes são analisados em sua totalidade antes de se submeterem a qualquer procedimento. No Leforte, a segurança é ainda reforçada com a qualidade técnica da equipe: todos os profissionais têm longa experiência em cirurgia geral, plástica e reconstrutora.

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