Terapia Intensiva leforte

Cerca de 150 profissionais participam do Simpósio de Terapia Intensiva do Hospital Leforte

Realizado recentemente, no auditório do Hotel Renaissance, nos Jardins, o Simpósio de terapia Intensiva do Hospital Leforte reuniu diversos profissionais da área da saúde, em especial, médicos intensivistas, enfermeiros, técnicos, farmacêuticos, além de estudantes e residentes.

Durante todo o dia, os palestrantes, especialistas convidados para apresentar temas relacionados à Terapia Intensiva, falaram sobre inovações na área e trouxeram também atualização sobre procedimentos, tomadas de decisão diante das ocorrências na UTI e experiências de casos atendidos nos hospitais em que atuam.

Confira aqui a programação completa, com os nomes dos palestrantes.

Durante a abertura, o médico Marcelo Medeiros, diretor de Inovação e Novos Negócios do Grupo Leforte, destacou a importância dos temas que seriam apresentados durante o simpósio, como Inteligência Artificial, Telemedicina e novas tecnologias. para o Leforte, de compartilhar conhecimento e investir na atualização de suas equipes. Tomaz Crochemore, médico coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Leforte e coordenador do simpósio também o conhecimento como um dos principais ativos da instituição.

“Quando eu montei a UTI da Liberdade e as modificações no Morumbi, pensei no grande desafio, no meu ponto de vista: as pessoas. Digo isso porque, mesmo com a presença de tecnologia e medicamentos de última geração, a atuação das pessoas é o diferencial. Elas precisam ser interessadas, engajadas, preocupadas em fazer o melhor, em aprender, com foco no paciente, levando para a UTI o que elas podem oferecer de melhor. Assim atuam as grandes UTIs no mundo: pessoas, equipe multidisciplinar e organização”, afirma dr. Tomaz.

E complementa: “O evento de hoje abre um espaço de questionamentos e reflexões, e leva as equipes a entenderem melhor o porquê da tomada de muitas decisões no dia a dia. Isso terá relevância na execução das condutas médicas, para que sejam mais efetivas. Envolver equipe multiprofissional é fundamental.”

 

Atenção para o uso de antibióticos

Os antibióticos são fundamentais para o tratamento e cura de diversas infecções, e na rotina de uma UTI, são imprescindíveis. Porém, o uso excessivo desse tipo de medicamento está na mira de entidades de saúde, justamente pelo risco de resistência bacteriana.

A infectologista Carolina Toniolo Zenatti explorou o tema em sua apresentação, ressaltando ações da própria Organização Mundial da Saúde (OMS) e Anvisa.

“Infelizmente, em algumas regiões do país, não disponibilizamos de retaguarda médica, e a decisão de uso acaba ficando centralizada apenas no farmacêutico. Ou até mesmo o próprio paciente é quem decide. Mas existe um movimento hoje tanto da Organização Mundial de Saúde quanto da Anvisa de tentar controlar essa situação pelo impacto que o uso inadequado de antibiótico tem na resistência. O paciente precisa ter a consciência de que o antibiótico não é inócuo de eventos adversos e que o uso indiscriminado pode até piorar a doença”, afirma.

A médica infectologista reforçou também o cuidado na hora da prescrição de remédios.

“Antes de definir qual medicamento indicar, é imprescindível levar em conta diversos fatores, como o tipo da bactéria e como se deu a infecção, além das características do paciente. Por isso a prescrição é sempre muito individualizada.”

 

simposio terapia leforte

 

Confira abaixo depoimentos de palestrantes e participantes do Simpósio de Terapia Intensiva do Grupo Leforte.

“Trata-se de oportunidade ímpar para o Grupo Leforte e para a área de Terapia Intensiva de São Paulo. Trouxemos aqui médicos extremamente experientes e que têm profundo conhecimento em temas específicos. Compartilharam suas experiências de forma atualizada e didática. Isso, tanto para médicos mais experientes como para os jovens que estão se formando, e para os demais profissionais da equipe multi, é muito valioso. Porque o grande segredo para salvar o paciente em estado crítico é tratá-lo da melhor forma, é o trabalho em conjunto, em sintonia. Nas UTIs dos Hospitais Leforte Liberdade e Morumbi, por exemplo, as equipes multiprofissionais trabalham com visitas na beira do leito do paciente. São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, nutricionista, além da farmácia clínica, que é fundamental e um importante diferencial nas unidades”, Tomaz Crochemore, médico coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Leforte e coordenador do simpósio

“É um evento importante, que tem um aspecto multidisciplinar, multiespecialidades, seguindo exatamente o que acreditamos: tratamento integral do paciente. A importância que tem a equipe multi, formada por médico, farmacêutico, enfermeiro, fisioterapeuta, entre outros profissionais, é fundamental para o sucesso esperado e para o paciente, que precisa de tratamento integral. E é isso que tem sido nos novos modelos na Europa, Estados Unidos e também no Brasil. Nós trabalhamos dessa forma de uma maneira efetiva e os resultados mostram que esse é o caminho certo. O paciente ganha quando se trabalha em conjunto”, João Carlos de Campos Guerra, hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein

“Uma grande questão, principalmente na alta mortalidade, é o reconhecimento do paciente grave. É algo fundamental para colher os frutos lá na frente. Não precisamos de muita coisa, mas de esforço, de alta liderança comprometida, de ‘fazer acontecer’, de equipe integrada que queira realmente diminuição da mortalidade. Para isso, é necessário treinar o time, para que possa estar aderente. Tão importante é a capacidade de discernimento de que o protocolo está ali para orientar e, muitas vezes, será necessário sair da curva, dependendo da necessidade real do paciente. De um modo geral, deve-se dar um norte para que a equipe atue de forma homogênea”, Murillo Santucci, médico intensivista do Hospital Israelita Albert Einstein

 “O evento foi uma grata surpresa para todos nós. Não apenas pela qualidade dos palestrantes e das informações apresentadas, mas pela possibilidade de unir diferentes profissionais, de diferentes centros de saúde. A troca de experiências é fundamental”, Elvira Dancini, médica intensivista

“A maioria dos temas apresentados aqui faz parte da minha rotina. Então, foi uma grande oportunidade de aprendizado e atualização. Particularmente, gostei muito dos conteúdos sobre Síndrome Respiratório do Adulto, pois é muito presente no dia a dia de qualquer UTI”, Marlene Scalfo, médica intensivista

 

 

 

Search

+