AVC - Acidente Vascular Cerebral

INTRODUÇÃO

Em escala mundial, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte. É uma doença que ocorre predominantemente em adultos de meia-idade e idosos¹.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, o AVC foi responsável por 6,2 milhões de mortes em todo o mundo, equivalente a 9,9% do total. Mais de 85% dessas mortes ocorreram em pessoas vivendo em países de baixa e média rendas, e um terço em pessoas com menos de 70 anos de idade¹. No Brasil, embora exista uma tendência de queda na taxa de mortalidade por AVC³, as doenças cerebrovasculares situam-se, conforme o ano e o estado da Federação, entre a primeira e a terceira causas de mortalidade.

Os números falam por si, e pela relevância da doença, a equipe de Neurologia do Hospital Leforte está preparada para identificar os sinais que indicam um AVC, agindo com a devida urgência no encaminhamento do paciente. Nessa hora, minutos fazem a diferença.

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DEFINIÇÕES

A OMS define o AVC como o comprometimento neurológico súbito de etiologia vascular ocasionando um infarto no tecido cerebral, evidenciado pelos exames de imagem. Esta definição exclui o Ataque Isquêmico Transitório (AIT), que é definido como sintomas neurológicos focais transitórios, mas sem evidências de lesões sugestivas de infarto ou hemorragia nos exames de imagem do Sistema Nervoso Central (SNC), as hemorragias subdural e epidural, intoxicação e sintomas causados por traumatismo.

O AVC é dividido em dois grandes grupos:

Acidente Vascular Isquêmico (AVCi)

Representa 85% dos casos de AVC. Caracteriza-se pela oclusão súbita de artérias que irrigam o cérebro em decorrência de um trombo formado diretamente no local da oclusão (AVC isquêmico trombótico) ou em outra parte da circulação que segue pela corrente sanguínea até obstruir artérias no cérebro (AVC isquêmico ou embólico)¹

Acidente Vascular Hemorrágico (AVCh)

Inclui as hemorragias intracerebral e subaracnóide.
Representa 15% dos casos e é o mais letal. Ocorre quando há a ruptura de um ou mais vasos intracranianos gerando o extravasamento de sangue para o parênquima cerebral ou espaço subaracnóideo².