diagnóstico câncer próstata

Avanços em diagnóstico e tratamentos contribuem para o combate ao câncer de próstata

5 nov 2019 Releases

Novembro é o mês da campanha de conscientização da doença

O câncer de próstata ainda é um tema difícil para muitos homens, mas a divulgação da importância da prevenção, somada aos avanços em diagnósticos e em tratamentos vem contribuindo para reverter este cenário.

Testes genéticos, radioterapias e cirurgias menos invasivas são algumas formas de combater a doença que é a segunda mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma) na área oncológica. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), para cada ano do biênio 2018-2019 O Brasil registrará mais de 68 mil casos novos de câncer de próstata.

O aumento de expectativa de vida é um dos fatores para essa elevação de taxa de incidência. O câncer de próstata é considerado uma doença da terceira idade, uma vez que aproximadamente 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. “Este é um cenário real, assim como todos os avanços no combate que temos hoje, como o uso da robótica na urologia. Como a pelve é uma região de difícil acesso, ter a visão ampliada e tridimensional ajuda muito na retirada do tumor e no pós-operatório do paciente”, explica o Dr. Paulo Maron, urologista do Leforte Oncologia.

Além da cirurgia, a radioterapia, que apresenta bons resultados, está próxima de uma nova etapa. De acordo com o Dr. Daniel Grabarz, coordenador do Serviço de Radioterapia do Hospital Leforte, esse tipo de tratamento já conta com um número reduzido de sessões em pacientes com tumores de próstata, que passou de 39 para 20 aplicações. Além disso, com a radiação focada somente na região do tumor, é possível que o número de sessões seja diminuído para apenas cinco.

“Nos Estados Unidos, já estão sendo feitos protocolos da radioterapia esteriotáxica extracraniana (SBRT) com esta redução de sessões. Em breve, deveremos ter este serviço aos nossos pacientes”, explica.

Os testes genéticos permitem outra forma de prevenção e combate precoce à doença. Apesar de pouco difundido, o acesso e a procura por esses exames vem aumentando. “Além do envelhecimento, a obesidade e a exposição a substâncias tóxicas, como derivados do petróleo, fuligem e poluentes gerados pelos carros, são fatores de risco para o câncer de próstata, assim como pai ou irmãos acometidos pela doença”, explica a Dra. Thereza Cavalcanti, médica geneticista especialista em oncogenética do Hospital Leforte.

Nos casos mais agressivos ou que se espalham para outros órgãos, recomendam-se os testes genéticos.  A proteína BRCA2, por exemplo, é importante para reparar as moléculas de DNA danificadas, evitando o surgimento de tumores. Quando o gene BRCA2 está alterado, aumentam-se as chances de ocorrer câncer de próstata e de pâncreas nos homens; e de mama e de ovários, nas mulheres. “O exame é feito com amostra de sangue ou de saliva, e pode indicar tanto os órgãos com mais risco para o desenvolvimento de câncer, quanto orientar exames preventivos mais adequados ao paciente e a seus filhos”, reforça.

 

Sobre o Leforte

Atualmente, o Grupo Leforte possui três unidades hospitalares que somam 620 leitos, sendo duas em São Paulo, nos bairros da Liberdade e do Morumbi, e outra em Santo André, no ABC Paulista. Também possui unidades especializadas em Oncologia, em Higienópolis, Alphaville e Osasco, e uma voltada para Pediatria, em Santo Amaro, além de clínicas em Alphaville e Cotia.  O Leforte é o Hospital Oficial do GP Brasil de Fórmula 1.

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