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1º Simpósio Internacional de Inovação no Tratamento das Injúrias da Medula Espinhal

Existem muitas terapias para o tratamento do lesado medular. A combinação delas tem melhores resultados do que as terapias isoladas. O simpósio discutirá as mais avançadas técnicas de tratamento cirúrgico para os pacientes lesados medulares e as novas técnicas de terapia com células multipotentes.

Por Dr. Rogério Aires, neurocirurgião

A lesão medular é uma das condições mais graves que pode ocorrer com uma pessoa, tanto no âmbito físico como no psicossocial. Este tipo de lesão ocorre em cerca de 10 mil indivíduos por ano, e é mais comum em homens na faixa dos 30 anos, seja por acidente automobilístico, quedas ou violência.

Pouco se sabe, na literatura, quanto da medula espinhal tem de se manter intacta para preservar a função neurológica distal (função dos membros inferiores e superiores), embora uma mínima função residual motora tem sido observada em pacientes com lesão incompleta, e aproximadamente 7% de axônios (parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos que partem do corpo celular até local distante, como um músculo) abaixo da lesão.
(Estudos em animais mostram que um número mínimo de axônios para se manter uma função neurológica mínima varia entre 1,4% e 12%.)

 

Terapia gênica

A terapia gênica é definida como o procedimento usado para tratar ou melhorar a condição de saúde pela modificação genética do paciente. Consiste em identificar o gene afetado, clonar um gene saudável e carregar um vetor com um gene terapêutico e este vetor atinge a célula e entrega para o núcleo da célula-alvo, e o material se integra ao DNA.
No caso do lesado medular, atua na produção de axônio, na melhora do ambiente em que se encontra esta medula e na comunicação cérebro-medula. O objetivo da terapia gênica é conseguir que o axônio cresça e se reconecte com o cérebro e a medula, e para que isto ocorra, é necessário que o tecido seja mais adequado. Os neurônios devem ser ativados para produzir axônios e isto não ocorre de maneira espontânea, como no tecido embrionário.

 

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